"...Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar..."
Se depender de Virgílio Azevedo este verso terá sentido, sempre. Um autêntico sambista. Não nasceu no morro, também não possui altos níveis de melanina na pele, mas é um sambista.
Não é malandro como um bom representante do gênero, mas o conheço suficientemente para afirmar sua expressiva articulação social, isso é coisa de sambista. Acreditem, é um sambista.
Vou além, pode ser que outros criadores, até mesmo cariocas (terra natal do samba) não consigam estampar a alma de mestres como Cartola, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola e tantos outros, do mesmo modo que Virgílio o faz.
Virgílio Azevedo tem algo em comum a estes mestres da tradição? Sim, totalmente. Aprendeu a acompanhar canções ao violão vendo e ouvindo pessoas. Uma dica aqui e outra ali, muita persistência acolá e coração, acima de tudo.
É o típico "necessitado" musical. Vibra com cada "coisinha" que aprende junto ao seu instrumento e necessita vivenciar a cada dia. É a necessidade da arte na alma. Essa é a "escola" deste criador de canções nascido em Uberlândia, nas Minas Gerais. Terra de pretos, brancos e batedores de caixa. Terra da Igreja do Rosário, bem e toda a tradição do Congo, exaltada por seus seguidores.
Terra de samba e sambistas de primeira. Terra de Virgílio Azevedo!
Sua canção "Esquecimento" foi eleita, por voto popular, como melhor samba entre os 24 que compõem o CD "Pelo Telefone", Projeto Cultural organizado pelo prof. de História Antônio Sacco - um afixionado pelo samba, residente em Uberlândia. Virgílio Azevedo vem preparando seu primeiro CD, a ser lançado até o final de 2010.
Viva ao samba!
Viva Virgílio Azevedo!
Viva!
Nenhum comentário:
Postar um comentário