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Elder Dias

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


" Eu sou um sujeito que ainda acredito que a gente pode mudar o rumo das coisas com o nosso esforço.

Seja os rumos do clube que a gente gosta

Seja os rumos da nossa cidade

Seja a gente próprio

Então eu acredito nisso e me doo em certos aspectos em prol disso"

Palavras de Elder Dias, jornalista (romântico) goianiense e pai de Arthur Dias. Um afixionado.

Quando cheguei em Goiânia, em julho de 2005, sabia que esta terra me mostraria algo além de uma grande cidade. Cheguei para investir todas as minhas energias em meus objeitivos. Nos primeiros momentos o que eu via neste lugar era ruas e avenidas largas, cruzamentos perigosos e aglomerados de prédio, pessoas. Muitos lugares bonitos, parques e uma sensação de estar num lugar sem perigo algum.
Mal sabia que a maior qualidade goiana seria o seu povo. Hoje, depois de quase cinco anos por aqui, posso afirmar que grandes corações e mentes goianas é o que não falta.

Tive a boa sorte de bater um bom papo com meu amigo Elder Dias, um autêntico goiano que não come pequi, porém, afixionado por esportes - esmeraldino fervoroso, apaixonado por arte, não dispensa uma boa moda sertaneja e político por vocação, na mais pura tradução da palavra.

Graciano: Gostar de esportes, ser amante de boa música e se envolver com a política
é coisa de jornalista romântico?

Elder: o jornalismo vem como algo para eu poder dar vazão em forma de textos e talz. A gente tem de gostar de tudo um pouco na vida pra aproveitar né...

Como diziam os Beatles, "life is very short and there's no time for fussing and fighting, my friend"

Graciano: Este seu interesse por atividades esportivas e culturais é bem vivenciado na Goiânia de hoje?sendo mais direto nossa capital lhe oferece meios para respirar arte e comer futebol, além de frango com pequi, em alto nível?

Elder: primeiro, não gosto de pequi... rs e segundo, Goiânia precisa crescer muito ainda nesse sentido, ganhar identidade própria. É uma capital recente e cobrar essa identidade é algo complicado ainda, por isso se tem tanta dificuldade com o tal bairrismo...
Creio que BH também passou por uma crise parecida nas suas primeiras décadas e BSB também passa por isso, com certeza.

Graciano: Comparando aos grandes centros, o que podemos citar de nossa Goiânia? Algo memorável, pode ser em qualquer campo...

Elder: O maior orgulho que eu tinha, desde criança, era do Serra Dourada. Era o estádio referência do País em gramado e estrutura. Mas hoje virou só o caco, assim como o autódromo. Duas belíssimas heranças do governo Leonino Caiado (apesar de tudo o que deve ter rolado de superfaturamento, imagino)destruídas desde o início da década de 90.

Hoje eu vejo o campo da medicina como nosso orgulho, áreas como Oftalmologia

Graciano : Interessante

Elder: E a cirurgia experimental do Áureo Ludovico, que já teve pacientes como Faustão, kajuru e Demóstenes, e parece estar dando bem certo...

Graciano: Hum, vale a pena pesquisar sobre...

Então podemos considerar que Goiania hoje é uma cidade importante, não somente no centro oeste, como para o brasil?

Elder: claro, com certeza. Desse ponto de vista, Goiânia não podia ter ficado de fora da copa

Graciano: Ainda mais com o Atlético Goianiense na primeirona heim?

Elder: Pois é

Graciano: Vila Nova na B...

Um forasteiro que finca raízes em Goiânia, qual seria o comportamento ou tempo necessário para se tornar uma cidadão com traços goianienses?

Elder: Depende. Acho que vai de cada um, da identificação. Goiânia ajuda e atrapalha nisso.

Graciano: Identidade, algo de dentro pra fora! Inteligente.

Pra finalizar, gostaria que você falasse um pouco sobre suas palavras escritas, seus blogs, seus ambientes internéticos e endereços eletrônicos, ou algo que você gostaria de ressaltar sobre sua pessoa, suas atividades.

Elder: Eu sou um sujeito que ainda acredito que a gente pode mudar o rumo das coisas com o nosso esforço. Seja os rumos do clube que a gente gosta. Seja os rumos da nossa cidade. Seja a gente próprio.Então eu acredito nisso e me doo em certos aspectos em prol disso.
Uma das maiores preocupações que eu tenho é o meio ambiente, com certeza, se eu pudesse pedir uma coisa pra Deus, um milagre, eu pediria o milagre de a gente poder conciliar, harmonizar, o desenvolvimento e a natureza me corta o coração o progresso ter de ceifar uma mata, ás vezes uma árvore que seja.

Graciano: mermão, minha primeira postagem sobre o patrimonio imaterial, as pessoas. Tenho algumas figuras em mente, vou aprender com o nosso bate papo, vou escrever algo aqui.

Elder: blz.

Graciano: Eu adorei. Espero que as pessoas que frequentam o blog tb gostem.

Elder:

Elder: Eu tb.


Elder Dias é blogueiro e escreve no http://www.esmeraldino.com.br/elderdias/

e http://elderdias.blogspot.com/

Eliot Fisk - interpretando Capricho 1 de Paganini

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Este violonista é lendário. Norte-americano. Lá a turma dá muito valor ao violão clássico! Fisk é um sujeito muuuito técnico e bem conhecido por suas gravações dos Caprichos de Paganini. Estes caprichos são referência em se tratando de "Estudos" para instrumento, pelo imenso nível de exigência técnica. Originalmente para violino.
Paganini não deve ser novidade para muitos que cultuam a tradição de concerto. Seu nome já se tornou folclore, o que muitos não sabem é que Paganini também era violonista e tem grandes obras escritas para violão, referência em gravações profissionais pelo mundo afora.

Aria da quarta corda de Bach - Arranjo e Interpretação de Paulinho Nogueira

"João Sebastião" Bach é um grande compositor para o público e Deus para os grandes estudiosos do assunto. Certa vez perguntaram a Mário de Andrade quais seriam os três melhores compositores de todos os tempos e sabem o que Mário respondeu?

"Em primeiro lugar Bach, em segundo lugar Bach e em terceiro lugar Bach". Mário de Andrade é pioneiro na crítica cultural. Podemos considerá-lo como o "Bach" dos críticos de arte.

Vamos ao que interessa. Quem é o sujeito que interpreta esta obra prima?

PAULINHO NOGUEIRA - na minha opinião um "Bach" em matéria de arranjos e adaptações ao violão popular solista.

Um violonista tecnicamente limitado para o violão erudito e super versátil e inteligente para a cultura popular. Vale lembrar que a minha colocação é para o que há de mais sofisticados em ambas tradições. Também, cultura erudita não é maior ou melhor que cultura popular.

Se alguém aqui ouvir um violonista "erudito" interpretar uma adaptação para esta obra, verão que será algo muuuuuuuuuuito diferente da versão do genial Paulinho Nogueira.

A versão do Paulinho é praticamente um "arranjo de uma canção popular", em altíssimo nível.

"São João Sebastião" Bach se orgulharia em ouví-la deste modo.

Obrigado Paulinho!!!

Ana Vidovic interpretando La Catedral de A. Barrios

Podem acreditar, apesar dos pesares, eu postei esta violonista por seu mulher e também, bonita! O meu primeiro critério é a qualidade da interpretação. MAS!
Tem gente que não acredita que mulher pode tocar violão em alto nível.

Esta moça tem um "puta" som robusto, limpo e equilibrado. Tem um senso de dinâmica muito bom. Por outras palavras, "Tem pegada"!

O que não me chama muito a atenção em sua interpretação de La Catedral - Allegro, é seu frequente uso de rubato. Uma vez ou outra vai.

Mas ela bem que merece os parabéns, pois é obra de fôlego. Tem que estar tecnicamente no auge e o comum é todos, ou quase todos os violonistas arregaçarem as mangas para encarar esta empreitada.

Valeu Ana, além de bela é fera no violão erudito!

Piano na mangueira - Tom jobim e Chico Buarque

Tom Jobim, um autêntico representante da bossa-nova, um de seus criadores.

Esta tal bossa-nova colocou a música popular brasileira sob todos os olhares do mundo. Não somente por força de mídia, o estilo musical é bom mesmo, expressiva riqueza rítmica e harmonica...

Mas não deixa de ser mais uma das diversas maneiras de fazer samba. Bossa-nova é samba.
Pode dizer "samba de branco", "samba de rico" e por aí vai, mas é samba, nasceu na zona mais abastada do Rio de Janeiro mas é samba. O brasileiro rico também tem o direito de ser "malandro" e ter "suingue"...

O grande legal desta canção é a liga entre as duas correntes. O verso " A minha música não é de levantar poeira, mas pode entrar no barracão" é revelador e SEN SA CIO NAL!

No mínimo mostra que a arte não tem fronteiras sócio-econômicas, não faz distinção de raças e classes sociais e uni os povos.

Sandro - Viola caipira

Vitor Sarauza - musica - " Vida Boa"

Felipe - tocando Bateria

Felipe e prof Fabio Alencar - violão e bateria

Felipe - estudo - " marcha turca '

Samara - Teclado

Diz que fui por aí - Luiz Melodia e Seu Jorge

"Ninguéns" melhor que estas duas carismáticas figuras para essa interpretação. Não sou de ficar comparando artistas, mas estou me rendendo a isso. O Zeca Pagodinho tem boas qualidades, eu arriscaria sobre ele, ser uma figura de "resistência". Um verdadeiro representante da tradição sambista. Não curto essa mídia toda que se tem dado a ele... mas na minha opinião qualquer um destes dois "negrões" aí do vídeo merecia mais espaço que o Pagodinho.
Mas o mercado não nasceu sob os olhares da justiça, muito menos o da música.
Esse "clássico" do Zé Kéti é como musica caipira, onde o compositor mostra as atividades e comportamento do caboclo. "Diz que fui por aí" é isso, descreve perfeitamente o que se passa na cabeça de um sambista, é nesse rumo que se classifica este como "samba de gafieira".
Quem que não viaja com certas frases do tipo:

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí"

"Tenho muitos amigos eu sou popular"

O mais interessante é que o samba nasceu no morro, sem escola formal, sem papel e pauta musical. E olha que as harmonias dos caras são de alto nível...

No Dia Do Samba “Goiânia Também Tem Samba”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


Antes de mais nada, devemos parabenizar o Samba pelo seu dia. As autoridades entederam que esta inesgotável fonte de sonoridades, movimentos e culturas merecia ser tombada como patrimônio imaterial e o fez.

Mas, será que merecia mesmo? Uai, vamos ver. Segundo o Dicionário Grove de Música (edição concisa), o samba é uma dança afro-brasileira, sendo no Brasil uma forma de música popular. A palavra designava, originalmente, algumas danças de roda trazidas de Angola e do Congo para a América do Sul no final do século XIX.

O samba sofreu um processo de urbanização gradual, sendo que "Pelo Telefone" de 1917 é o primeiro exemplo histórico considerado. Seu compositor é Ernesto dos Santos, o Donga. Desde então o samba tomou o seu lugar e o lugar dos outros também.

Tirou os chorões de cena e reinou absoluto no proeminente mercado do disco e radiofônico, estabelecendo-se então como matéria prima bruta a vários estilos de canção brasileira.

Samba tornou-se sinônimo de diversidade. Samba de roda, samba de gafieira, samba de breque, samba-canção, samba de partido alto, samba de enredo, “pagode”, samba-choro, samba-funk, samba-rock, enfim, assunto é o que não falta quando o tema é samba.

Mas o foco deste modesto texto é O DIA DO SAMBA EM GOIÂNIA!!!
Certa vez um amigo triangulino-uberlandense (veio a passeio) me disse que não havia negros por aqui. Eu respondi que a maioria da população da nossa capital era de pele morena e que teria negros sim. Meu amigo não se satisfez e disse: “Como eu não, eu sou puro, negrão mesmo!” e ainda me perguntou se samba era algo expressivo na terra da canção sertaneja. Eu hoje responderia da seguinte maneira:

_ Aqui em Goiânia tem escolas de samba, esquecidas pelas autoridades da cultura, mas tem. Gente de pura raça e paixão, que propaga esta cultura sem apoio algum das autoridades.

_ Aqui tem samba sim porque lá no “Centro Cultural Eldorado dos Carajás” aconteceu um evento importante para reunir os sambistas da cidade, e eu estava lá.

_ Eu vi tudo de bom, me senti no Rio de Janeiro – Berço do samba. Haviam violonistas históricos de 7 cordas, improvisadores de alto nível e cantores versáteis.

_ Eu ouvi grandes clássicos do samba naquele lugar e arrepiei quando constatei que nesta terra realmente tudo dá.

O objetivo desta roda foi concretizado, pois houve uma verdadeira reunião, contando com a participação de verdadeiros representantes sambistas e iniciou-se uma primeira provocação ao movimento “Goiânia também tem samba”, promovido pelo Centro Cultural Eldorado dos Carajás”.

Gostaria de deixar os meus sinceros cumprimentos a Sr. Ana Lúcia da Silva, pois é uma figura que da espaço a todos os seguimentos culturais em Goiânia;

Ouve o que os artistas tem para falar e fazer;

Leva cultura e educação para a comunidade carente;

Reúne no mesmo espaço doutores, professores, representantes políticos e o povo no mesmo ambiente.

Hoje, o Espaço Cultural “Eldorado dos Carajás” dá liga entre o institucional e o marginalizado, entre o pobre e o rico, entre o tradicional e o novo e deve ser “descoberto” por toda a sociedade goiana e brasileira.

http://www.eldoradocarajas.org.br/

Passera - Renato Russo interpreta

Interpretação comovente e romântica. Ouvindo, parece que a música foi feita especialmente para ele cantar. Esta é a função de um intérprete, "roubar" a música para si. Recriar. Impressionar.

O noso amor agente inventa - Cazuza

Nesta canção tem muito amor! Artísticamente Cazuza foi muito feliz em seus poucos últimos anos de vida. Poucos pelas inúmeras obras-primas lançadas. Mesmo no desespero de sua marcada existência... Este sujeito é insubstituível.

"O nosso amor agente inventa" é um blues e dos bons! Uma canção muito gostosa de ouvir, melodia cativante e ritmo envolvente, muuuuuito envolvente. Vejo que a qualidade da instrumentação é determinante. O solo da guitarra é dos mais interessantes que já ouvi. Muito simples e despretencioso, porém, oportuno. Não poderia ser outras notas, nem mesmo em outro momento.
Poesia maravilhosa.


A interpretação do criador então, digna de louvores!

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bateria no local , marque sua aula e seu horario de estudo !
Professor Fabio Saparolli .

sábado, 5 de dezembro de 2009

Um trem para as estrelas - Cazuza

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

OBRA PRIMA! INOVADORA!
A música popular brasileira é profundamente marcada pelo samba. Muitas canções que não são sambas, em sua maioria são criadas por sambistas.
É por isso e outras que deve-se conhecer bem os raros momentos em que nossa boa música é apresentada em altíssimo nível, quando concebida fora das influências sambistas.
Os "mineiros" fizeram isso e na minha opinião é digno de louvores.
Agora, um carioca fazer uma obra prima sem influência do samba?

Parabéns Cazuza!!

Imortal.