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Como fazer upgrades em Guitarras ! (Comprando uma guitarra Parte VI)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Olá ! Chegamos na última parte do nosso artigo sobre as coisas mais importantes a se considerar quando vamos comprar uma guitarra. Se você não leu as partes anteriores, pode acessá-las pelos links abaixo:

Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V

Nesse post, vamos analisar a questão dos famigerados "upgrades", que tanto mobilizam os fóruns de guitarra. De longe, esse é o assunto em que mais bobagens são faladas nessas comunidades, então vamos estudá-lo detalhadamente.

O que é fazer um upgrade na guitarra ?


Um "upgrade" seria a princípio trocar una ou mais peças de uma guitarra com o objetivo de melhorá-la em um ou mais aspectos, como o timbre, estabilidade da afinação e conforto de tocar. Nada mais do que isso.

Mas vejam só, nos anos 60 e 70, quase não havia esse conceito de "upgrade". Não se trocavam peças de uma guitarra, a não ser em caso de quebra e nesse caso, provavelmente seria colocada uma peça exatamente igual. Isso quer dizer que todos aqueles sons de guitarras maravilhosos gravados por Jimi Hendrix, Cream, Pink Floyd, Sabbath e outros foram gravados com guitarras "stock", ou seja, instrumentos que eram usados do jeito que saíram das fábricas. Quando muito, mandavam reenrolar os captadores ou mudavam alguma coisa na parte elétrica para conseguir um timbre mais pessoal mas a quase totalidade dessas gravações foram feitas com instrumentos 100% stock ! Quando pensamos nisso, chega a ser uma comédia o caso do moleque que ganha uma Fender Stratocaster USA do pai e antes mesmo de receber a guitarra (ou aprender a tocar...) já planeja trocar os captadores stock por Texas Specials para ter "o som do SRV" ! Mais para o final dos anos 70, a indústria de componentes paralelos, em especial os fabricantes de captadores, começou a ganhar força, explodindo na década de 80 com o seu metal que exigia alto ganho e muita compressão.

Hoje, o desenvolvimento da indústria de componentes paralelos chegou a um tal ponto onde se pode comprar de tudo: braços, corpos, ferragens, captadores, etc. Mas aí temos que fazer uma diferenciação, atenção nesse conceito: uma guitarra de braço parafusado (Stratocaster, Telecaster) é tão boa quanto a soma das suas partes. Já uma guitarra de braço colado (Les Paul, SG) é um todo. Entenderam ? Você pega uma Stratocaster e pode melhorá-la o tanto que quiser, já que possível ir trocando tudo, até que nada mais reste de uma guitarra original. Mas em uma guitarra de braço colado, isso não é possível (ou, pelo menos, não é tão fácil) então a qualidade de construção dessa guitarra é muito mais importante de ser levada em conta ao adquirirmos o instrumento. Entendido ?

Muito bem, agora que já sabemos o que é um "upgrade" de guitarra, precisamos "apenas" saber a resposta das seguintes perguntas:


  • Por que trocar ?
  • Quando trocar ?
  • O que trocar ?
  • E o principal...  QUANTO GASTAR ?!

Lendo o que se escreve sobre upgrades nos fóruns da internet e conversando com Luthiers posso afirmar com grande margem de segurança o seguinte:


"90% dos upgrades planejados nada mais são do que jogar dinheiro fora !"


A causa disso é que esses upgrades são planejados em cima de premissas erradas. Vamos ver alguns desses "brilhantes" raciocínios mais comuns que levam guitarristas iniciantes (e também alguns experientes !) a desperdiçar recursos:
  • "Stratocaster barata + peças de primeira = Fender !"
  • Quero o timbre do guitarrista "X" então tenho que usar os captadores "Y" !
  • "Estou sem grana agora, pego uma guitarrinha barata e vou melhorar ela aos poucos..."
  • "Minha guitarra tem as mesmas madeiras que uma Fender americana então vou investir nela !"
  • "Meu professor me falou que a Epiphone dele com caps Seymour Duncan é melhor que qualquer Gibson !"
E por aí vai ! Quem nunca leu coisas assim em fóruns ?! São idéias que até têm uma certa lógica por trás delas. O problema é que dificilmente se chega a um bom resultado em termos de custo x benefício.

Vamos ver um exemplo prático para facilitar esse entendimento. Vamos supor que eu comprei uma Strat SX SST57, uma ótima guitarra para iniciantes (leia minha review sobre essa linha aqui), mas quero melhorar essa guitarra até que ela fique em um nível de um "instrumento profissional". Ora, essa guitarra, do jeito que ela vem de fábrica atende perfeitamente as necessidades do iniciante, vc pode usá-la para as aulas, estudar em casa, ensaios com sua banda e até em pequenos shows. Em princípio, não tem necessidade de trocar nada. Mas ainda assim, eu quero "investir na guitarra", então levo em um Luthier, explico o que eu quero e ele me sugere trocar os captadores, ponte e tarraxas e me apresenta o seguinte orçamento das peças e serviços:
  • Jogo de captadores Fender Texas Specials: R$ 600
  • Ponte Wilkinson: R$ 200
  • Jogo de taraxas Gotoh: R$ 180
  • Nut de osso: R$ 30
  • Serviço de troca de peças e regulagem: R$ 200
Vejamos então, o orçamento contém preços justos, não está exagerado. Mas só a guitarra custou R$ 500,00. Se eu fizer o upgrade acima, vou gastar R$ 1.210,00, então o custo total desse instrumento seria de R$ 1.710,00. Ora, mas com essa grana eu consigo comprar guitarras de nível profissional como uma Squier Classic Vibe, Yamaha RGX A2 e outras. Fora as possibilidades do mercado de instrumentos usados. Então, embora a guitarra vá melhorar com esses upgrades, NÃO VALE A PENA !

Vamos ver agora um segundo exemplo. Vamos supor agora que eu comprei a mesma guitarra (SX SST57), usei ela durante um ano enquanto estive aprendendo, depois montei uma banda com amigos e comecei a fazer ensaios. Mas, a nosssa banda faz principalmente covers de heavy metal e o som da guitarra não tem "peso" suficiente. Levo a guitarra no Luthier que me recomenda colocar um captador GFS tipo rails, que tem ótima qualidade na ponte. Esse captador custa cerca de R$ 130 e o serviço completo ficará em R$ 210,00. Nesse caso, o upgrade não ficou caro e resolveu meu problema, posso ficar com essa guitarra mais um tempo até resolver trocá-la por uma melhor.

Analisando os dois exemplos acima, fica claro a questão do custo x benefício. Embora não existam regras rígidas para upgrades, recomendo atentar para a seguintes observações:
  • Se possível, compre uma guitarra que não precise de upgrades.
  • Não gaste em upgrades mais do que o valor da guitarra.
  • Quando trocar alguma peça, guarde as antigas, pois caso queira vender a guitarra no futuro é melhor vendê-la original e ficar com as peças do upgrade


Bom, agora que já estamos posicionados no assunto, vamos analisar os principais tipos de upgrades, aqui vou colocar minhas opiniões pessoais, não quer dizer que eu seja o dono da verdade, ok ?

Upgrades de Tarraxas


"Véi, minhas tarraxas não seguram a afinação, dou uma alavancada e tenho que afinar tudo de novo, vou manda botar um jogo de tarraxas com travas pra ficar de boa !"

Não segura a afinação porque vc não sabe colocar as cordas na guitarra !!! É isso mesmo ! Quase todos os casos onde alguém reclama que "as tarraxas não seguram a afinação", a culpa é que o guitarrista não sabem o modo correto de colocar as cordas. Aliás, as chamadas tarraxas "com trava" nada mais fazem do que "anular" o efeito das cordas mal colocadas.

Vamos aprender a maneira correta então ?!



Hoje, mesmo as guitarras mais baratas costumam vir com tarraxas seladas (também conhecidas como tarraxas blindadas). Nesse caso, Não existe necessidade de trocas, as desafinações devem ser causadas por cordas mal colocadas. No entanto, às vezes nos deparamos com instrumentos equipados por tarraxas vintage de péssima qualidade. Apenas nesse caso, talvez valha a pena pensar em troca. De qualquer maneira, sugiro observar o seguinte com relação ao upgrade tarraxas:

  • Evite comprar guitarras equipadas com tarraxas vintage, prefira as seladas.
  • Se tiver que trocar as tarraxas, substitua por outras da mesma família porém de boa qualidade, ou seja, substitua tarraxas vintage por outras também vintage. Mesma coisa para as seladas.

Upgrades de Ponte


Não recomendo fazer o upgrade de ponte. É um serviço que fica muito caro e exige um Luthier competente para conseguir bons resultados. Se a ponte da sua guitarra não é boa (e a maioria que equipa as guitarras baratas realmente não são) é melhor travar a ponte e não usá-la, no futuro vc compra uma guitarra melhor.

Se ainda assim quiser fazê-lo, sugiro observar o seguinte:

  • Não compre guitarras baratas com ponte Floyd Rose (já expliquei o por que aqui).
  • Se substituir uma ponte, substitua por da mesma família. Quer dizer, se for trocar uma ponte vintage, coloque outra também vintage, mesma coisa para as pivotadas e tipo Floyd Rose.
  • Verifique com o Luthier se o serviço pode deixar marcas ou mesmo exigir a repintura di instrumento. Isso é frequente quando vc troca um tipo de ponte por outro, contrariando a minha recomendação anterior. Por exemplo veja o que acontece se substituir uma ponte vintage por uma pivotada Wilkinson VS 100, as marcas dos parafusos originais da vintage ficam visíveis e muitos feias, veja:

Buracos visíveis pela troca de ponte


Upgrades de Captadores


Aqui, temos que estudar um pouco mais. Em geral, as guitarras mais baratas vêm equipadas com captadores do tipo cerâmico. Isso não quer dizer necessariamente que são ruins ou que precisem ser trocados. Infelizmente, existem guitarras que vêm com captadores tão ruins que acaba sendo mesmo necessário substituí-los. Esse problema é mais visível com captadores do tipo single. E a grande maioria das guitarras na faixa abaixo de R$ 400,00 costumam vir equipadas com esse tipo de captador.

E como vamos saber se um single cerâmico é bom ou ruim ? Em princípio pelo som, ruídos, etc. Em todos os casos, se pudermos abrir o escudo da guitarra e  pudermos ver os captadores por trás, a sua construção também é um indicador de qualidade. Veja a foto abaixo:

Tipos mais comuns de singles cerâmicos

A foto acima mostra os 3 tipos de single coils cerâmicos que costumamos encontrar. Da esquerda para a direita, o primeiro mostra um captador cerâmico de baixa qualidade, esse é o pior de todos. Note que ele tem apenas uma barra de imã retangular e os pólos não são vistos por trás. Já o segundo mostra os singles cerâmicos que costumam equipar as Fenders mexicanas e algumas japonesas. Esse é melhor dos três. Note que o os pólos ficam aparentes e existem duas barras de imãs em volta dos pólos. A terceira foto mostra um single que equipa as Strats SX, esse tem uma qualidade intermediária mas não podemos afirmar isso só pela sua construção, pois não vemos com é por dentro.

Então, caso a sua strat venha com esse tipo de cap cerâmico de má qualidade, pode valer a pena trocá-los. Nesse caso, recomendo vc colocar um set em alnico (singles que são feitos com imãs na liga alnico, abreviatura de alumínio - niquel - cobalto, eque equipam as Fender USA e outras strats de melhor qualidade). Existem fabricantes nacionais (Malagoli, Cabrera, Stellfner e outros) e também marcas importadas de ótimo custo / benefício (GFS, Kent Armstrong, Golden Age, Artec e outros). Recomendo vc observar a regra de não gastar mais do que o valor da guitarra nesse upgrade. 

Conselhos adicionais para o upgrade de captadores:
  • Se vc metal e tem uma strat com singles, pode ter um bom resultado com um cap tipo "rails" na ponte;
  • Atenção, os caps cerâmicos costumam ter uma saída (volume) maior do que os em alnico, então cuidado, pois vc pode fazer o upgrade e ter uma decepção;
  • Se sua guitarra tem singles cerâmicos de boa qualidade, só faça o upgrade para um set em alnico se souber bem o que quer e se tiver um amplificador de ótima qualidade, preferencialmente um valvulado;
  • Captadores são peças muito caras então só compre se tiver certeza do que vai receber, ou seja, não compre captadores cujo som vc não conheça.

Upgrades não recomendados !


Sugiro que você não faça jamais os seguintes upgrades, são "micos" terrríveis, hehe !
  • Roller Nut: poucos Luthiers sabem instalar, roletes enferrujam e outros problemas.
  • Trocar trastes: Poucos Luthiers fazem esse trabalho bem feito, se não gosta dos seus trastes melhor vender a guitarra e comprar outra;
  • Pintura: recomendo não mexer na pintura do instrumento, vou fazer um post sobre isso;
  • Circuitos eletrônicos complicados, etc;
  • Escalopar o braço. (ok, não é upgrade mas é mico !)
  • Nenhum tipo de mudança que não seja reversível !


Conclusão


Terminamos então essa série com dicas a serem observadas quando se compra uma guitarra. Aprendemos sobre madeiras, braços e analisamos algumas questões importantes relacionadas com os upgrades. É muita informação ! Mas com isso, encerramos as séries de posts, digamos, mais didáticos. Daqui para a frente, vamos postar coisas mais pontuais e focalizadas em questões mais práticas. No próximo post, vou falar sobre cuidados que se deve observar quando se compra uma guitarra pela internet, até lá e abraços !





Aula de Ingles - Aprendendo mais sobre o futuro

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Aula grátis de inglês
Video aula do curso de inglês do canal ESLWINNER. Mais uma aula de inglês sobre o futuro utilizando o verbo WILL.

Solo da música Nothing Else Matteers - Metallica

Aprenda violão e guitarra - Dicas para escalas


Cada casa no violão representa meio tom, ou um semitom. A escala diatônica maior possui, em todos os tons, invariavelmente, os mesmos intervalos:

C (+2) D (+2) E (+1) F (+2) G (+2) A (+2) B (+1) C

No esquema acima, "+1" significa "sobe 1 semitom" (1 casa no violão). Essa escala é a de dó maior. Pra montar a escala de ré maior, por exemplo, siga o mesmo esquema, mas usando o ré como a primeira nota. Você vai se deparar com alguns sustenidos no meio do caminho.

Já a escala menor, usa os seguintes intervalos:

C (+2) D (+1) Eb (+2) F (+2) G (+1) Ab (+2) Bb (+2) C

Agora tente montar as outras escalas...

Uma maneira muito prática de construir escalas maiores sem ter de usar a fórmula T, T, St, T, T, T, St, é usando o círculo das quintas

.                                    

Vamos ver na pratica como funciona, pegando como referência a escala de Dó maior:

C - D - E - F - G - A - B - C

Tomaremos para a construção de uma outra escala maior, o Vº grau (5ª nota) da escala de Dó maior:

C - D - E - F - G - A - B - C

G - A - B - C


Agora vamos completar as notas que faltam e sustenizar o sétimo grau (7ª nota)

G - A - B - C - D - E - F# - G

Temos então a escala de Sol maior: G - A - B - C - D - E - F# - G

Repetimos o processo com a escala de Sol maior:

G - A - B - C - D - E - F# - G

D - E - F# - G - A - B - C# - D


Temos aí a escala de Ré maior: D - E - F# - G - A - B - C# - D

Repita a mesma idéia usando o mesmo processo. Observe que começa sem nenhum sustenido e depois vai aumentando a quantidade de 1 em 1, até chegar a uma escala com 7 sustenidos.

Pratique isso no papel. Uma vez que se pegou a idéia, não se esquece mais.

Desta forma, vamos ter as respectivas escalas:

C - D - E - F - G - A - B - C (nenhum #)

G - A - B - C - D - E - F# - G (1 #)

D - E - F# - G - A - B - C# - D (2 #)

A - B - C# - D - E - F# - G# - A (3 #)

E - F# - G# - A - B - C# - D# - E (4#)

B - C# - D# - E - F# - G# - A# - B (5 #)

F# - G# - A# - B - C# - D# - E# - F# (6 #)

C# - D# - E# - F# - G# - A# - B# - C# (7#)


Com o círculos das 4as a coisa é um pouco diferente. Neste caso o que vamos utilizar são os bemóis. Tomaremos como a escala inicial também a escala de Dó maior:

C - D - E - F - G - A - B - C

Pegaremos agora o trecho da escala a partir do 4º grau (4ª nota):

C - D - E - F - G - A - B - C

F - G - A - B - C


Depois vamos "bemolizar a quarta nota desta escala, no caso a nota B se tornará Bb

F - G - A - Bb - C

e completaremos o resto da escala naturalmente:

F - G - A - Bb - C - D - E - F

Neste processo conseguimos a escala de Fá maior, que tem apenas um acidente (Bb).

Vamos repetir o processo partindo agora desta escala:

F - G - A - Bb - C - D - E - F

Bb - C - D - E - F


bemolizamos a 4ª nota:

Bb - C - D - Eb - F

e completamos a escala:

Bb - C - D - Eb - F - G - A - Bb

Temos então a escala de Bb, com 2 acidentes (o Bb e o Eb)

Pratique no papel também.

As escalas que são do círculo das quartas (formada por bemóis) são estas:

C - D - E - F - G - A - B - C (nenhum b)

F - G - A - Bb - C - D - E - F (1 b)

Bb - C - D - Eb - F - G - A - Bb (2 b)

Eb - F - G - Ab - Bb - C - D - Eb (3 b)

Ab - Bb - C - Db - Eb - F - G - Ab (4 b)


Bons estudos!


Aula de contrabaixo com a musica Hotel California

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Video aula do curso de contrabaixo com o Filipe Marks do CifraClub, com a música Hotel California - Eagles.


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22º Aula - Dominante Substituto

Dominante Substituto ou Sub V
O Sub V é um acorde de preparação dominante, que está situado uma 2m acima do acorde de "Resolução".
A seta tracejada representa a resolução dominante descendente por 2m.
*Que tom é o correspondente ao exemplo acima?
Resposta: Tendo em mente que G é o IVº Grau, ou seja, é o quarto acorde de algum tom, então podemos contar mais três acordes descendentes e teremos o tom... que é D

Na hora de compor músicas, ou mudar o arranjo de uma música, pode-se inserir preparações, como está, como as anteriores e também as próximas que iremos estudar.

Sigam o mesmo padrão e façam as preparações em todas as tonalidades.

Aula de Guitarra - 2

domingo, 9 de dezembro de 2012





Fernando Pacheco - Cassino

sábado, 8 de dezembro de 2012







Cassino, de Fernando Pacheco!

O nosso Professor, Arranjador, Produtor e Instrumentista e atacando de Compositor!!!

Cassino, o que esta palavra lhe remete?!? Fortes emoções, alegria? Ou um montante de cores, luzes, sensualidade, coisas que se movimentam, mãos e grana, muita grana!

Pois bem, não imagino o que veio na cabeça deste criador para batizar a sua cria. Será que foi um romance em meio à penumbra do pub, ao lado dos jogadores? Uma boa dose de bebida?

Tá! Eu acho que esse romance tem um terceiro elemento! Ou, uma terceira guitarra participando da grande festa!

Veja que ele inicia a peça com um riff denso e balançado, um alegria incontida!
A segunda personagem aparece furando tudo, contrastando e equilibrando a sonoridade pesada e grave do riff







Aula de Guitarra - 1








Vídeo: Comparativo Squier Classic Vibe x Fender Mex x Fender USA x Fender Custom Shop !

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ótimo vídeo, ingleses doidos comparando 4 excelentes Stratocasters de faixa de preço completamente distintas ! Vale  pena ver !



21º Aula - II V Secundário

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

II Dominante Secundário
Lembrando que o Dominante Secundário (V7) é  uma preparação Dominante para a próxima nota, considerando esta como um tom secundário. O II Dominante Secundário (IIm7), será uma preparação para a preparação da nota que se quer chegar.



O braço da guitarra ! (Comprando uma guitarra Parte V)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Olha "nóis" aqui de novo ! Nesse post, vamos dar continuidade a série de postagens sobre as coisas mais importantes a se considerar quando vamos comprar uma guitarra. Se você não leu as partes anteriores, pode aces-las pelos links abaixo:

Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV

Também recomendo que você dê uma olhada no nosso Tutorial sobre partes de uma guitarra elétrica, caso tenha alguma dúvida sobre o assunto.


Na última parte dos artigo, vimos a questão da importância da madeira do corpo da guitarra. Chegou a hora de discutirmos o aspecto mais importante de um instrumento de cordas, o braço !

O braço é o quesito mais importante da guitarra por vários motivos, dentre os quais os seguintes:

  • A afinação das notas depende do braço ter as medidas corretas e ter os trastes colocados nos lugares exatos;
  • As madeiras utilizadas na confecção do braço são mais determinantes na sonoridade final do instrumento do que as madeiras usadas do corpo;
  • Um braço confortável é o item mais importante para um músico, tem influência direta na execução e na técnica do guitarrista e facilita muito a fase do aprendizado;
  • Problemas com o braço são os mais difíceis de resolver, então o ideal é evitar comprar uma guitarra que tenha esses problemas.
Vamos então estudar e compreender essa parte tão importante do nosso instrumento. De cara, vou avisando que o braço da guitarra é uma coisa muito mais complexa do que imaginamos quando somos iniciantes. Isso porque, além dos aspectos de construção, temos as variáveis relativas aos ajustes e regulagens do braço. Não pense no braço como um pedaço de madeira, melhor imaginá-lo como uma coisa VIVA !

Na verdade o braço da guitarra é um sistema mecânico, onde as seguintes partes trabalham em conjunto:
  • A madeira;
  • As cordas;
  • O tensor;
  • Os trastes.
Se não entendermos como esse sistema mecânico funciona, jamais vamos compreender corretamente o funcionamento da guitarra. Existe um profissional capacitado para efetuar os ajustes e regulagens necessárias no braço do instrumento, que é o Luthier (vou escrever em breve um post sobre a importância de se levar a guitarra para ser regulada). Ele pode deixar a nossa guitarra perfeitamente regulada mas é importante que o músico saiba como as coisas funcionam, até mesmo para poder relatar os problemas ao Luthier. Dos elementos acima, o que deve ser mais misterioso para o inciante é o TENSOR, então vale a pena dar uma explicação sobre ele, embora vamos voltar a este assunto no futuro.

Como funciona o tensor do braço da guitarra

A madeira é um material flexível, que se verga quando tensionado. A melhor imagem para isso é o arco utilizado para flexas, veja:


Na guitarra, acontece exatamente a mesma coisa, a madeira do braço tende a se curvar pela tensão das cordas, formando uma concavidade, evidentemente menos pronunciada do que a do arco acima, mas ainda assim perceptível visualmente, principalmente quando olhamos o braço a partir da ponte da guitarra, como na foto abaixo:

Observando a curvatura do braço

Muito bem, mas não interessa uma guitarra com o braço extremamente côncavo. As cordas ficariam extremamente "altas" em relação a escala e a execução seria muito desconfortável. A grande maioria dos guitarristas prefere que o braço da guitarra fique quase reto, apenas com uma ligeira concavidade (o quanto é essa "ligeira concavidade" é um gosto pessoal que varia de músico para músico !). 

Para que a curvatura do braço da guitarra possa ser ajustada no grau correto, se faz necessário que exista um segundo elemento que promova uma força mecânica "puxando" o braço no sentido contrário ao que as cordas puxam, ou seja, uma força agindo na direção que tornaria a curvatura do braço "convexa". Esse elemento é o tensor, que é uma barra de metal existente no interior do braço e que possui uma rosca de ajuste para regular a força que exerce. Veja:

Tensor do braço

Na maioria das guitarras, essa rosca (ajustável através de uma chave sextavada) se encontra no headstock. Em algumas guitarras de braço parafusado que seguem o padrão "vintage" das primeiras stratocasters e telecasters, esse ajuste é feito no final da escala e exige a retirada do braço para o ajuste, o que é uma desvantagem. Veja essa imagem (original do excelente blog de Alan Ratcliffe: http://ratcliffe.co.za) do ajuste do tensor de uma strat (acesso pelo headstock) com uma chave sextavada:

Ajuste do tensor


E como se ajusta o tensor ? O iniciante NÃO DEVE TENTAR AJUSTAR O TENSOR ! Isso porque se o ajuste for feito da maneira errada, pode quebrar o tensor ou mesmo arruinar o braço. O Luthier é o profissional capacitado para fazer ajuste. Após alguns anos de experiência, o guitarrista pode aprender a mexer no tensor, existem muitos tutoriais e vídeos ensinando isso mas por ora, não é recomendável de jeito nenhum tentar fazer isso ! O importante nesse momento é entender como o tensor funciona e para que serve !

Agora que já sabemos o que é o tensor, se formos comprar uma guitarra elétrica, um baixo ou um violão de cordas de aço, podemos exigir que esse instrumento... tenha um tensor ! Sim, pois por incrível que pareça existem (hoje felizmente muito poucos) instrumentos fabricados sem tensor. Embora muitos violões com corda de nylon não tenham tensor (não precisam, já que a tensão das cordas é menor), o tensor é obrigatório em instrumentos que usam cordas de aço, como exceção de alguns instrumentos que utilizam materiais especiais, como braços feitos de grafite, mas esses são muito raros. Guitarra com cordas de aço sem tensor é uma coisa imprestável que nem de graça deveríamos querer !

Braço colado ou braço parafusado ?


Quando estudamos os modelos Stratocaster e Les Paul nos posts anteriores, vimos que existem guitarras com o braço colado e com braço parafusado. São propostas de construção diferentes, não quer dizer que uma é melhor do que a outra, de uma maneira geral, o braço colado favorece o "sustain" das notas, já o braço parafusado é associado à sonoridade "estalada" dos modelos Stratocaster e Telecaster. No entanto, devemos atentar que a construção com braço parafusado é menos sujeita a problemas do que os braços colados. Isso porque primeiramente, quando o braço é parafusado pode ser facilmente removido para reparos e ajustes, ou, na pior das hipóteses, pode ser substituído por um braço de reposição. Já  o braço colado não pode ser removido sem danificar a pintura e o acabamento da guitarra, o que torna os reparos mais caros e dificultosos. Isso não quer dizer que você tenha que comprar uma guitarra com braço parafusado mas, se for escolher um modelo com braço colado, como as Les Pauls ou SGs, tome cuidado redobrado para evitar comprar uma guitarra com problemas no braço.

O que olhar no braço da guitarra na hora da compra ?


É muito difícil para o iniciante avaliar se o braço da guitarra tem algum problema na hora da compra. Em primeiro lugar, ele não tem a experiência necessária para identificar problemas. Depois, é quase 100% de certeza que a guitarra que está na loja está completamente desregulada. Como é que é ??!! Sim, é isso mesmo ! Os instrumentos saem de fábrica apenas com uma regulagem superficial, ou nem isso e também as lojas não se preocupam com esse aspecto. Por isso, é importante levar a guitarra para um Luthier regulá-la assim que comprar ! Como a guitarra estará desregulada, fica difícil fazer uma avaliação correta do braço. No entanto, alguns problemas podem ser identificados:

  • Braço feito com madeira verde: muito comum, mas muito comum em guitarras fabricadas no Brasil, em especial as que têm o braço feito com pau-marfim. Isso não quer dizer que toda guitarra com braço de pau-marfim tenha esse problema, a madeira quando corretamente seca não encolhe mas recomendo muita atenção se você for comprar um modelo assim. Como se identifica ? Não é difícil: quando o braço é feito de madeira verde, após um tempo (possivelmente a guitarra ainda nem foi vendida) a madeira "encolhe". E quando encolhe, os trastes "sobram", já que como são de metal, mantém seu comprimento, já a madeira "encolhe" e o braço fica mais estreito. Quando isso acontece, a ponta dos trastes "sobra", ou seja a ponta dos trastes si para fora do braço. Então, basta passar os dedos ao longo das laterais do braço, conforme indicado na figura abaixo. Se sentir a ponta dos trastes "espetando" (ou mesmo machucando !) seus dedos, não compre jamais essa guitarra, possivelmente o braço foi feito com madeira verde e encolheu !!!
Passando a mão ao longo do braço 

  • Braço torcido, braço empenado, etc: aqui, vamos precisar discutir questões semânticas primeiro, rs... Quando estudamos a atuação do tensor há pouco, vimos que o braço apresenta um grau de "concavidade". Essa concavidade é chamada por alguns músicos e Luthiers como "empenamento" do braço. Não gosto desse termo, pois "empenamento" tem um sentido de "problema" e a concavidade do braço é perfeitamente normal, desde que consigamos regulá-la para o nível ideal através do tensor. Então, quando pegamos uma guitarra na loja (que está desregulada, lembre-se), é normal observarmos (quando posicionamos a guitarra frente aos olhos como na primeira foto desses artigo) uma certa concavidade do braço. No entanto, mesmo observando a concavidade da escala, os trastes devem estar paralelos. Do contrário, o braço pode ter sofrido uma "torção", nesse caso, a atuação do tensor não consegue corrigir o defeito e esse braço dificilmente poderá ser recuperado pelo Luthier (talvez até possa mas não vale a pena). Veja a figura abaixo representando (exageradamente !) um braço torcido. Se notar algo assim, não compre de jeito nenhum !
Braço torcido


  • Mas voltando ainda na questão da concavidade ("braço empenado"), também se notar que a concavidade do braço está exagerada, não compre a guitarra, pois corre o risco do ajuste pelo tensor não ser suficiente. E como saber se a concavidade está exagerada ? É uma coisa difícil para os iniciantes, recomendo tentar o seguinte:
  1. Afine a guitarra com um afinador eletrônico ou peça o vendedor para fazê-lo
  2. Toque corda a corda em todas as casas e observe se tem trastejamento em alguma casa
  3. Pegue uma palheta tipo dunlop jazz III (quem 1,38 mm de espessura). Coloque a guitarra em posição de tocar e ponha palheta entre o 5o traste e a 6a corda (a mais grossa). em uma guitarra bem regulada a palheta deveria ficar "presa". Já se o mesmo teste for feito na 9o traste, a palheta deveria "cair" por entre as cordas. 
Poderia falar várias outras coisas sobre os trastes, nut, etc, mas seria muita informação para um post só ! Futuramente, voltaremos a este assunto. No próximo post, a questão dos famosos "upgrades", até lá e abraços !



Cifra - Hino do Goiás Esporte Clube!




Hino do Goiás Esporte Clube
Paulo Sérgio


                     Gm7                 Cm7                                                      F                      Gm7
Eu sou Goiás  Esporte Clube eu sou Goiás eu sou Goiás e vou gritar

            Gm7/5+             A                  A7/6                                  D7+
Até o peito   me doer até perder  a voz eu sou Goiás

                 Gm7               Cm7                                                  F                  Gm7                    
Eu sou Goiás   até morrer eu sou Goiás eu sou Goiás de coração

         Cm7                             Gm7                               D7             A#°       Gm/Ab
Cada vez nossa torcida cresce mais eternamente serei  Goiás





       G7+                          A7/9      A/G                  G#°                  D/A          G°               A#°      G       
Nosso Clube é a nossa gló......ria   a nossa garra nossa gente a nossa históri.....a

      Cm/Bb                                                          A7              A7/G      D#7       D7       
O amor    pela nossa bandeira é para nós a maior      vitóri......a

       G7+                          A7/9      A/G                  G#°                  D/A          G°               A#°      G       
Nosso Clube é a nossa gló......ria   a nossa garra nossa gente a nossa históri.....a

    Cm/Bb                                 Cm6-                       Gm/Ab          D/C               Gm7                     
A vida   toda eu vou torcer    eu sou Goiás        Goiás   até morrer



                     Gm7                  Cm7                                                       F   E°   F#°    A#°   Gm7
Eu sou Goiás   Esporte Clube eu sou Goiás eu sou Goiás e    vou gri....tar

            Gm7/5+               A                 A7/6                                 D7+
Até o peito   me doer até perder  a voz eu sou Goiás

                  Gm7             Cm7                                                   F    E°   F#°   A#°   Gm7                    
Eu sou Goiás   até morrer eu sou Goiás eu sou Goiás de  co...ra.....ção

          Cm7                             Gm7                                  D#9       D9       Gm/Ab      G#m/A       
Cada vez nossa torcida cresce mais eternamente serei Goiás

Fm7/4      Gm7      Bbm7      Gm7





Professorgracianoarantes.blogspot.com

Pacheco - Professor / Arranjador / Multi-Instrumentista






Eu e o Pacheco temos falado muito sobre o ensino de música, especialmente sobre a iniciação em instrumentos de cordas, como os nossos. Somos músicos com perfis técnicos e origens distintas, com isso, temos aprendido muito um com o outro sobre esse assunto e percebo que o seu trabalho tem sido muito dinâmico e autêntico.

Uma vez o Pacheco recebeu uma família com pai, mãe e um casal de filhos adolescentes. Ele os colocou no Estúdio e os quatro fizeram música juntos, justo na primeira sentada com o cara!

 Eu achei super legal, pois normalmente não se vivencia música com outros instrumentos logo nas primeiras aulas. Eu vejo isso como um avanço, pois motiva e faz o aluno se sentir como um músico logo nas primeiras aulas, ou àquilo que normalmente chamamos de "prática de conjunto".

Para se ter uma ideia, o que mais existe por aí é músico solitário que morre de medo de se juntar com os outros. Eu mesmo não tive essas oportunidades na minha iniciação, e, como foi muito duro para conseguir me sentir à vontade com outros em conjunto. Certamente, um avanço!

Vale ressaltar que muitas das vezes que eu chego lá, o cara está tocando teclado, mexendo em uma viola ou cavaco, "sentado na batera", enfim, um multi-instrumentista! A última vez que pisei por lá, me deparei com ele concluindo um play back produzido por ele, a linha de contra-baixo, guitarras, enfim, toda a produção.

O Estúdio é muito bem localizado, fica ao lado do Bar do Mourão na baixada do Jardim América, na Avenida T-8. O ambiente é super aconchegante, com ar condicionado e todo o aparato técnico necessário para aulas, ensaios e gravações áudio-visuais.

Considerando toda a qualidade oferecida, a relação custo-benefício do espaço "Máximo Musical" é sensivelmente abaixo do mercado. Vide as escolas específicas de música da região.

Boa sorte aos interessados!

Pacheco na semi-acústica - Aria Pro II!







"Olá , o fraseado do início é improviso meu mesmo , o trecho com as cadências é funk 1 (Mozart Mello) , grande abraço !"

"...Aqui é o meu País..."


O meu país é o Brasil!
O meu país tem Sergipe, Alagoas, Rondônia, Roraima e Amapá!
O meu país tem Minas, Goiás, Angola, Índia e Japão!
O meu país tem distâncias, cores vivas e povo na rua!
O meu país tem diversidade, riqueza e alegria!
O meu país tem pobreza, sujeira e futebol!
O meu país constrói avião, tráfico e novelas!
O meu país tem preconceitos, doenças da alma e religião!
O meu país tem violão, ginga e tv!
O meu país tem eu e você!

Aula de canto - Propriedades da Voz

sábado, 1 de dezembro de 2012

Som e tonalidade

Som
Som pode ser entendido como uma variação de pressão muito rápida que se propaga na forma de ondas em um meio elástico. O som ainda pode ser agradável ou não, dependendo das características de sua emissão. Quando falamos de música, o som adquire outra particularidade que são os tons. É através da variação dos tons que surge a música. Então podemos afirmar que sem essa diferença de tons, não existe melodia. Quando estamos falando, não existe melodia, pois não estamos usando as tonalidades, mas quando cantamos fazemos uso das diferentes tonalidades.
Vamos conhecer algumas propriedades da voz que influenciam na produção de um som de qualidade ou não. Cada um deles tem sua importância e não há como ser um bom cantor sem o equilíbrio desses elementos.
Timbre
Conforme já falamos, é o que identifica o som. Por exemplo: o som de um violino é totalmente diferente de um trompete porque cada um tem seu timbre. Inclusive, dois violinos podem ter timbres diferentes. É claro que as diferenças, nesse caso, são mínimas e é preciso ter certo conhecimento de música para perceber.
É importante atentar que mesmo que estejam tocando o mesmo tom, os timbres serão diferentes quando temos dois instrumentos em execução. Como não poderia ser diferente, o timbre também serve para  distinguir a voz de uma pessoa. Mesmo que muito parecidas, as vozes de duas pessoas nunca serão iguais.
Clareza
Se você quer ser entendido, então tenha clareza ao falar. Não dá para ser um excelente cantor se você nem consegue falar direito. aliás, tem muita gente que não consegue fazer-se entender porque não tem uma boa fala.
Se você fala é daqueles que tem que repetir o que disse para que os outros o entendam, então você pode ter sérios problemas de voz. Tem pessoas falam desesperadamente e ninguém entende nada. Nesse caso, o problema nem é tão sério, mas é preciso disciplina para corrigi-lo.
Quem não se lembra da velha surda de um programa humorístico. Ela trocava todas as palavras. É claro que ela era surda, mas se você não conseguir se comunicar direito, as pessoas também podem entender tudo errado o que você fala.
Aprendendo a falar direito
Como falamos acima, o desespero em falar, além das gírias e regionalismos, falar rápido pode tornar sua fala incompreessível. Porém é possível falar rápido e fazer-se entender. Para isso basta educar sua voz para pronunciar corretamente as palavras.
O que precisamos é ter cuidados com todas as silabas para que fique claro o queremos dizer. Cuidado com palavras que dão duplo sentido para quem houve.
Exemplos: 
  • Sou responsável por cada centavo gasto;
  • O beijo até estalou na boca dela;"
  • Está vindo da feira? Posso lhe dar uma mão?;
  • Um dia me casarei com essa fada (péssima cantada!)

Outro cuidado importante é com as letras de pronúncias diferentes. Algumas letras possuem pronuncias mudas. É o caso de pneu (a letra "e" não deve aparecer); stachevski (o "v" é pronunciado de forma rápida, sem aparecer o "e").
Para se comunicar com clareza, fale articuladamente, respeitando a divisão silábica. Aqui temos aquele exemplo clássico: paralelepípedo. É quase impossível falar de forma rápida palavras como essa e fazer-se entender.
Volume
A música é feita de dinâmica e o volume de som faz parte dessa dinâmica, Cantar mais alto ou mais baixo, faz com que a melodia demonstre sentimentos variados. Contudo, o volume de som deve ser bem controlado para não exagerar e acabar desagradando os ouvintes
Na música a variação de tonalidade, alto e baixo diz respeito a grave e agudo que é diferente de volume.
Quando se canta mais alto ou mais baixo, estamos alando de  “mais volume” ou “menos volume”. Para conseguirmos maior volume de voz, temos que por mais força na expiração do ar. Dessa forma, é preciso termos boa respiração e conservação dos órgãos internos. Nunca force demais o volume de sua voz. Não ultrapasse o seu limite, correndo o risco de danificar suas cordas vocais.
Se você quer ter uma voz mais potente, terá que fazer treinamentos para desenvolver essa capacidade.

Variação do tom

A variação do som está ligado ao que chamamos de som grave (grosso) e agudo (fino). A música é construída em cima dessas variações através de notas musicais que são executadas com instrumentos musicais ou pela voz humana.
Portanto, se você quer cantar bem, precisa dominar a escala de tonalidades representadas por notas musicais com padrão internacional. Se não conseguir esse domínio, então é melhor continuar cantando somente no banheiro!!!

Aula de canto - Cuidando do seu gogó

Quando alguém canta bem, costumamos dizer: Esse (a) tem um gogó e tanto!!! Pois é, gogó todo mundo tem, mas se você é aspirante a cantor ou cantora, então precisa saber o que fazer para manter seu gogó em dia.

Cordas vocais
São membranas (tecidos que envolvem os órgãos) sustentadas pela laringe, que vibram produzindo e dando qualidade aos sons no ato de expirar. São as cordas vocais que dão a identidade ao seu timbre de voz e a variação dos tons entre grave (grosso) e agudo (fino). Os movimentos da faringe, língua e da boca também influenciam diretamente nas características dos sons. Para cantar bem é preciso ter controle sobre esses órgãos.
O que fazer para cuidar bem do seu gogó:

  • Gosta de cantar? Então esqueça o álcool , pois ele resseca os órgãos;
  • Cuidado com comidas ou bebidas muito quentes ou muito geladas;
  • Gritar muito faz com que as cordas vocais vibrem desordenadamente e pode danificá-las;
  • Cigarro nem pensar. Quer estragar sua voz de vez é só fumar uns cigarros por dia!!;
  • Cuidado com alimentos muito ácidos, pois podem prejudicar a parte bucal;
  • Mantenha sua boca sempre hidratada. Beba água regularmente;
  • Para completar, pode abudar das frutas (com pouca acidez, é claro);
  • Outra dica é fazer gargarejo com água e sal (sem excesso no sal).