Samara - Teclado
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Diz que fui por aí - Luiz Melodia e Seu Jorge
"Ninguéns" melhor que estas duas carismáticas figuras para essa interpretação. Não sou de ficar comparando artistas, mas estou me rendendo a isso. O Zeca Pagodinho tem boas qualidades, eu arriscaria sobre ele, ser uma figura de "resistência". Um verdadeiro representante da tradição sambista. Não curto essa mídia toda que se tem dado a ele... mas na minha opinião qualquer um destes dois "negrões" aí do vídeo merecia mais espaço que o Pagodinho.
Mas o mercado não nasceu sob os olhares da justiça, muito menos o da música.
Esse "clássico" do Zé Kéti é como musica caipira, onde o compositor mostra as atividades e comportamento do caboclo. "Diz que fui por aí" é isso, descreve perfeitamente o que se passa na cabeça de um sambista, é nesse rumo que se classifica este como "samba de gafieira".
Quem que não viaja com certas frases do tipo:
"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí"
"Tenho muitos amigos eu sou popular"
O mais interessante é que o samba nasceu no morro, sem escola formal, sem papel e pauta musical. E olha que as harmonias dos caras são de alto nível...
Mas o mercado não nasceu sob os olhares da justiça, muito menos o da música.
Esse "clássico" do Zé Kéti é como musica caipira, onde o compositor mostra as atividades e comportamento do caboclo. "Diz que fui por aí" é isso, descreve perfeitamente o que se passa na cabeça de um sambista, é nesse rumo que se classifica este como "samba de gafieira".
Quem que não viaja com certas frases do tipo:
"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí"
"Tenho muitos amigos eu sou popular"
O mais interessante é que o samba nasceu no morro, sem escola formal, sem papel e pauta musical. E olha que as harmonias dos caras são de alto nível...
No Dia Do Samba “Goiânia Também Tem Samba”
terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Antes de mais nada, devemos parabenizar o Samba pelo seu dia. As autoridades entederam que esta inesgotável fonte de sonoridades, movimentos e culturas merecia ser tombada como patrimônio imaterial e o fez.
Mas, será que merecia mesmo? Uai, vamos ver. Segundo o Dicionário Grove de Música (edição concisa), o samba é uma dança afro-brasileira, sendo no Brasil uma forma de música popular. A palavra designava, originalmente, algumas danças de roda trazidas de Angola e do Congo para a América do Sul no final do século XIX.
O samba sofreu um processo de urbanização gradual, sendo que "Pelo Telefone" de 1917 é o primeiro exemplo histórico considerado. Seu compositor é Ernesto dos Santos, o Donga. Desde então o samba tomou o seu lugar e o lugar dos outros também.
Tirou os chorões de cena e reinou absoluto no proeminente mercado do disco e radiofônico, estabelecendo-se então como matéria prima bruta a vários estilos de canção brasileira.
Samba tornou-se sinônimo de diversidade. Samba de roda, samba de gafieira, samba de breque, samba-canção, samba de partido alto, samba de enredo, “pagode”, samba-choro, samba-funk, samba-rock, enfim, assunto é o que não falta quando o tema é samba.
Mas o foco deste modesto texto é O DIA DO SAMBA EM GOIÂNIA!!!
Certa vez um amigo triangulino-uberlandense (veio a passeio) me disse que não havia negros por aqui. Eu respondi que a maioria da população da nossa capital era de pele morena e que teria negros sim. Meu amigo não se satisfez e disse: “Como eu não, eu sou puro, negrão mesmo!” e ainda me perguntou se samba era algo expressivo na terra da canção sertaneja. Eu hoje responderia da seguinte maneira:
_ Aqui em Goiânia tem escolas de samba, esquecidas pelas autoridades da cultura, mas tem. Gente de pura raça e paixão, que propaga esta cultura sem apoio algum das autoridades.
_ Aqui tem samba sim porque lá no “Centro Cultural Eldorado dos Carajás” aconteceu um evento importante para reunir os sambistas da cidade, e eu estava lá.
_ Eu vi tudo de bom, me senti no Rio de Janeiro – Berço do samba. Haviam violonistas históricos de 7 cordas, improvisadores de alto nível e cantores versáteis.
_ Eu ouvi grandes clássicos do samba naquele lugar e arrepiei quando constatei que nesta terra realmente tudo dá.
O objetivo desta roda foi concretizado, pois houve uma verdadeira reunião, contando com a participação de verdadeiros representantes sambistas e iniciou-se uma primeira provocação ao movimento “Goiânia também tem samba”, promovido pelo Centro Cultural Eldorado dos Carajás”.
Gostaria de deixar os meus sinceros cumprimentos a Sr. Ana Lúcia da Silva, pois é uma figura que da espaço a todos os seguimentos culturais em Goiânia;
Ouve o que os artistas tem para falar e fazer;
Leva cultura e educação para a comunidade carente;
Reúne no mesmo espaço doutores, professores, representantes políticos e o povo no mesmo ambiente.
Hoje, o Espaço Cultural “Eldorado dos Carajás” dá liga entre o institucional e o marginalizado, entre o pobre e o rico, entre o tradicional e o novo e deve ser “descoberto” por toda a sociedade goiana e brasileira.
http://www.eldoradocarajas.org.br/
Passera - Renato Russo interpreta
Interpretação comovente e romântica. Ouvindo, parece que a música foi feita especialmente para ele cantar. Esta é a função de um intérprete, "roubar" a música para si. Recriar. Impressionar.
O noso amor agente inventa - Cazuza
Nesta canção tem muito amor! Artísticamente Cazuza foi muito feliz em seus poucos últimos anos de vida. Poucos pelas inúmeras obras-primas lançadas. Mesmo no desespero de sua marcada existência... Este sujeito é insubstituível.
"O nosso amor agente inventa" é um blues e dos bons! Uma canção muito gostosa de ouvir, melodia cativante e ritmo envolvente, muuuuuito envolvente. Vejo que a qualidade da instrumentação é determinante. O solo da guitarra é dos mais interessantes que já ouvi. Muito simples e despretencioso, porém, oportuno. Não poderia ser outras notas, nem mesmo em outro momento.
Poesia maravilhosa.
A interpretação do criador então, digna de louvores!
"O nosso amor agente inventa" é um blues e dos bons! Uma canção muito gostosa de ouvir, melodia cativante e ritmo envolvente, muuuuuito envolvente. Vejo que a qualidade da instrumentação é determinante. O solo da guitarra é dos mais interessantes que já ouvi. Muito simples e despretencioso, porém, oportuno. Não poderia ser outras notas, nem mesmo em outro momento.
Poesia maravilhosa.
A interpretação do criador então, digna de louvores!
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Luis Guilherme e prof Fabio Alencar - música " Valsa- cabecinha no ombro "
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Um trem para as estrelas - Cazuza
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
OBRA PRIMA! INOVADORA!
A música popular brasileira é profundamente marcada pelo samba. Muitas canções que não são sambas, em sua maioria são criadas por sambistas.
É por isso e outras que deve-se conhecer bem os raros momentos em que nossa boa música é apresentada em altíssimo nível, quando concebida fora das influências sambistas.
Os "mineiros" fizeram isso e na minha opinião é digno de louvores.
Agora, um carioca fazer uma obra prima sem influência do samba?
Parabéns Cazuza!!
Imortal.
A música popular brasileira é profundamente marcada pelo samba. Muitas canções que não são sambas, em sua maioria são criadas por sambistas.
É por isso e outras que deve-se conhecer bem os raros momentos em que nossa boa música é apresentada em altíssimo nível, quando concebida fora das influências sambistas.
Os "mineiros" fizeram isso e na minha opinião é digno de louvores.
Agora, um carioca fazer uma obra prima sem influência do samba?
Parabéns Cazuza!!
Imortal.
Professor De Música x Educador Musical
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tem diferença? Imagino que sim, mas em que?
Certa vez ouvi de um colega de Conservatório:
_ Esse papo de ser "educador" não tá com nada, quem educa é o pai. Eu sou professor. Eu dou aula DE MÚSICA e pronto.
Faz sentido, na ocasião trabalhávamos na escola pública de música. Lá não só podemos, como devemos assumir um comportamento mais exigente ou disciplinado (educador), pois lá tem uma grade curricular, tem avaliações com banca e formada por dois outros professores, além da famosa "lista de espera". Hoje em dia o candidato a aluno, em Goiás, passa por uma seleção.
Mas e no mercado, fora das escolas públicas de música (conservatórios), como funciona? Qual é o sistema?
Não tem orgão fiscalizador. Existe a ABEM - Associação Brasileira de Educação Musical. Ela é uma associação, difundida em todo o país, com a finalidade de promover o conhecimento do professor, além de outros objetivos.
No caso de uma regulamentação da profissão de professor de música, caberia à desORDEM DOS MÚSICOS. Uma instituição falida na prática, totalmente desacreditada e odiada pelos profissionais da música, ultrapassada e não oferece benefícios à classe. Por outro lado é parte de uma resolução federal... dá pano pra manga - sobre este assunto eu tô fora.
Um grande problema é que Música gera inúmeras profissões. Uma delas é a de Professor, a qual me insiro.
Então quer dizer que o professor de música é um profissional marginalizado?
É e não é. Pois existem os conservatórios públicos de música e a disciplina de Educação Artística nas escolas regulares(LDB - MEC) - no caso da Educação Artística, o professor pode ser oriundo da Música, Artes visuais (plásticas) ou Cênicas (teatro), desde que, tenha diploma de Licenciatura Plena na área, reconhecido pelo MEC.
O retorno da disciplina específica de música já está marcado. Com direito a até assinatura do presidente da república. Tomara que o mercado cresça o que nós músicos esperamos.
E o professor particular?
Ótima pergunta! É a "lei da selva". Onde a "corda arrebenta pelo lado mais fraco", geralmente o lado mais fraco é o do professor, infelismente. Você pode encontrar uma "mensalidade" de 10 reais mensais (Senac), como outra situação de 200,00 mensais. Estes valores para o mercado da Iniciação Musical.
Um professor que atende um público mais exigente e ou avançado não trabalha por menos de 50,00 a hora aula - professor com título de mestrado em música.
Eu mesmo fiz algumas experiências aqui em Goiânia e coloquei preço de experiência. Naquele momento era ensino coletivo, caso desse certo eu manteria o valor de 35,00. Sorte de quem passou por mim nesta fase. Ainda bem que passou, ufa!! Credo - "isola na madeira". Cheguei a atender 11 alunos em uma aula de 2 horas de duração.
Basicamente o mercado de Goiânia é o seguinte:
Professor que se matricula na Graduação em Música não cobra menos de 80,00 de mensalidade;
Professor graduado não cobra menos de 120,00;
Professor que trabalha em escola tem um preço diferente, portanto o mínimo de movimentação para que ambos sobrevivam é 120,00 - tomando por base uma escola que abriu há menos de um ano aqui na terra do pequi e da viola caipira.
Mas e na sala de aula, como é o trabalho de um professor que não possui um orgão regulamentador do ensino de instrumento musical?
Esse mercado é para quem sabe alguma coisa e para quem sabe "tudo". Este mercado é para quem é formado e para quem não sabe ler uma nota na pauta musical, mas tem bagagem de música e um conhecimento arraigado para oferecer. Sempre será assim.
Não se pode cometer o equívoco de nivelar músico pela formação e sim pelo que ele produz.
Normalmente os pais de candidatos a alunos de música não exigem a formação formal do professor. É raro perguntarem de onde viemos, como chegamos, formados ou não. Muitos querem que ensinamos teoria musical e toda a base necessária para uma boa iniciação musical a seu filho.
Mal ele sabe que seu filho é um curioso. Apenas um curioso. Movido pela necessidade de fazer a música acontecer do mesmo modo que a mesma já vibra em seu coração. Este candidato a músico, na maioria das vezes, necessita de um instrumento de socialização ou simplesmente um bom brinquedo.
Tem quem nem tenha tanta vontade assim, mas só o fato de um amigo ter um violão ou uma guitarra, naturalmente aquilo vira objeto de desejo. O pai só sossega quando o leva na loja de instrumento e depois procura por mim ou por outro que teve esta boa sorte da oportunidade de trabalho e ser útil a alguém.
Voltando ao curioso. Ele é curioso porque enquanto não prova o contrário, é apenas mais um, curioso.
Justamente neste momento que nasce a "briga" entre o professor e o educador.
Todo iniciante é curioso. A curiosidade acaba quando vem os "espinhos", quando a vida lhe mostra "o outro lado da moeda", ou quando ele vê que um jogador de futebol só joga porque treinou a semana inteira, muita física, treino tático (ninguém gosta), alimentação rigorosa e palestrante falando as mesmas "lorotas", concentração, técnico enjoado..., torcida botando pressão... puxa, ainda bem que não mexo com isso...
Pois é. Todo garoto sonha com o estádio lotado gritando seu nome, fazer o gol do título, beijar o escudo do time de frente para a torcida, altos salários... isso é para poucos. Melhor dizendo, isso é para quem tem boa ORIENTAÇÃO e DISCIPLINA.
Toda profissão e toda atividade humana tem o lado fantasioso e lúdico, bem como o preço que se paga para esta realização.
Pai de aluno nem ensina isso ao filho quando o entrega para o professor. O EDUCADOR mostra esta abstração através da prática, do dia a dia, com firmeza, assistindo ao "sofrimento" do preço que se paga para que no dia certo, ele tenha o prazer de ouvir seu aprendiz acelerar corações que o ouve. Gozar a existência em alto nível.
Então quer dizer que o Educador Musical deve apresentar um plano de curso? Mesmo não trabalhando numa instituição regulamentada?
A dica do sucesso entre professor e aluno é:
- Professor apresentar um programa de curso;
- Professor obter a confiança do pai do aluno;
- O pai querer que o filho estude música e NÃO somente brinque de violão;
- Avaliação (prova) do professor a cada período;
- Apresentação final de semestre;
- Participação de outras situações criadas pelo professor ou escola ou outros espaços.
- Professor bem remunerado;
- Pagamento de mensalidades em dia;
Boa sorte aos professores/educadores.
Boa sorte aos pais e iniciantes.
Certa vez ouvi de um colega de Conservatório:
_ Esse papo de ser "educador" não tá com nada, quem educa é o pai. Eu sou professor. Eu dou aula DE MÚSICA e pronto.
Faz sentido, na ocasião trabalhávamos na escola pública de música. Lá não só podemos, como devemos assumir um comportamento mais exigente ou disciplinado (educador), pois lá tem uma grade curricular, tem avaliações com banca e formada por dois outros professores, além da famosa "lista de espera". Hoje em dia o candidato a aluno, em Goiás, passa por uma seleção.
Mas e no mercado, fora das escolas públicas de música (conservatórios), como funciona? Qual é o sistema?
Não tem orgão fiscalizador. Existe a ABEM - Associação Brasileira de Educação Musical. Ela é uma associação, difundida em todo o país, com a finalidade de promover o conhecimento do professor, além de outros objetivos.
No caso de uma regulamentação da profissão de professor de música, caberia à desORDEM DOS MÚSICOS. Uma instituição falida na prática, totalmente desacreditada e odiada pelos profissionais da música, ultrapassada e não oferece benefícios à classe. Por outro lado é parte de uma resolução federal... dá pano pra manga - sobre este assunto eu tô fora.
Um grande problema é que Música gera inúmeras profissões. Uma delas é a de Professor, a qual me insiro.
Então quer dizer que o professor de música é um profissional marginalizado?
É e não é. Pois existem os conservatórios públicos de música e a disciplina de Educação Artística nas escolas regulares(LDB - MEC) - no caso da Educação Artística, o professor pode ser oriundo da Música, Artes visuais (plásticas) ou Cênicas (teatro), desde que, tenha diploma de Licenciatura Plena na área, reconhecido pelo MEC.
O retorno da disciplina específica de música já está marcado. Com direito a até assinatura do presidente da república. Tomara que o mercado cresça o que nós músicos esperamos.
E o professor particular?
Ótima pergunta! É a "lei da selva". Onde a "corda arrebenta pelo lado mais fraco", geralmente o lado mais fraco é o do professor, infelismente. Você pode encontrar uma "mensalidade" de 10 reais mensais (Senac), como outra situação de 200,00 mensais. Estes valores para o mercado da Iniciação Musical.
Um professor que atende um público mais exigente e ou avançado não trabalha por menos de 50,00 a hora aula - professor com título de mestrado em música.
Eu mesmo fiz algumas experiências aqui em Goiânia e coloquei preço de experiência. Naquele momento era ensino coletivo, caso desse certo eu manteria o valor de 35,00. Sorte de quem passou por mim nesta fase. Ainda bem que passou, ufa!! Credo - "isola na madeira". Cheguei a atender 11 alunos em uma aula de 2 horas de duração.
Basicamente o mercado de Goiânia é o seguinte:
Professor que se matricula na Graduação em Música não cobra menos de 80,00 de mensalidade;
Professor graduado não cobra menos de 120,00;
Professor que trabalha em escola tem um preço diferente, portanto o mínimo de movimentação para que ambos sobrevivam é 120,00 - tomando por base uma escola que abriu há menos de um ano aqui na terra do pequi e da viola caipira.
Mas e na sala de aula, como é o trabalho de um professor que não possui um orgão regulamentador do ensino de instrumento musical?
Esse mercado é para quem sabe alguma coisa e para quem sabe "tudo". Este mercado é para quem é formado e para quem não sabe ler uma nota na pauta musical, mas tem bagagem de música e um conhecimento arraigado para oferecer. Sempre será assim.
Não se pode cometer o equívoco de nivelar músico pela formação e sim pelo que ele produz.
Normalmente os pais de candidatos a alunos de música não exigem a formação formal do professor. É raro perguntarem de onde viemos, como chegamos, formados ou não. Muitos querem que ensinamos teoria musical e toda a base necessária para uma boa iniciação musical a seu filho.
Mal ele sabe que seu filho é um curioso. Apenas um curioso. Movido pela necessidade de fazer a música acontecer do mesmo modo que a mesma já vibra em seu coração. Este candidato a músico, na maioria das vezes, necessita de um instrumento de socialização ou simplesmente um bom brinquedo.
Tem quem nem tenha tanta vontade assim, mas só o fato de um amigo ter um violão ou uma guitarra, naturalmente aquilo vira objeto de desejo. O pai só sossega quando o leva na loja de instrumento e depois procura por mim ou por outro que teve esta boa sorte da oportunidade de trabalho e ser útil a alguém.
Voltando ao curioso. Ele é curioso porque enquanto não prova o contrário, é apenas mais um, curioso.
Justamente neste momento que nasce a "briga" entre o professor e o educador.
Todo iniciante é curioso. A curiosidade acaba quando vem os "espinhos", quando a vida lhe mostra "o outro lado da moeda", ou quando ele vê que um jogador de futebol só joga porque treinou a semana inteira, muita física, treino tático (ninguém gosta), alimentação rigorosa e palestrante falando as mesmas "lorotas", concentração, técnico enjoado..., torcida botando pressão... puxa, ainda bem que não mexo com isso...
Pois é. Todo garoto sonha com o estádio lotado gritando seu nome, fazer o gol do título, beijar o escudo do time de frente para a torcida, altos salários... isso é para poucos. Melhor dizendo, isso é para quem tem boa ORIENTAÇÃO e DISCIPLINA.
Toda profissão e toda atividade humana tem o lado fantasioso e lúdico, bem como o preço que se paga para esta realização.
Pai de aluno nem ensina isso ao filho quando o entrega para o professor. O EDUCADOR mostra esta abstração através da prática, do dia a dia, com firmeza, assistindo ao "sofrimento" do preço que se paga para que no dia certo, ele tenha o prazer de ouvir seu aprendiz acelerar corações que o ouve. Gozar a existência em alto nível.
Então quer dizer que o Educador Musical deve apresentar um plano de curso? Mesmo não trabalhando numa instituição regulamentada?
A dica do sucesso entre professor e aluno é:
- Professor apresentar um programa de curso;
- Professor obter a confiança do pai do aluno;
- O pai querer que o filho estude música e NÃO somente brinque de violão;
- Avaliação (prova) do professor a cada período;
- Apresentação final de semestre;
- Participação de outras situações criadas pelo professor ou escola ou outros espaços.
- Professor bem remunerado;
- Pagamento de mensalidades em dia;
Boa sorte aos professores/educadores.
Boa sorte aos pais e iniciantes.
Emanuel Nunes
Este violonista é o mais importante de Piauí. Um verdadeiro pioneiro do ramo acadêmico em sua terra. Há poucos dias foi aprovado em concurso público para professor do CEFET de Terezina. Atualmente pesquisador em performance musical e em breve conclui seu mestrado pela Universidade Federal de Goiás. Emanuel participou de inúmeros eventos importantes do violão pelo Brasil e já interpretou inúmeras obras de grande importância da literatura violonística universal e brasileira.
Esta peça interpretada no vídeo é de sua autoria - Baiãozinho, dentre outras.
O Baiãzinho é uma ótima mostra da imensa produção violonística brasileira. Podemos dizer que é uma música do violão clássico brasileiro, vinda da tradição universal, de concerto. Nesta, Emanuel expõe uma brilhante bagagem musical, recheada de escalas organizadas com inteligência. A harmonia é bem interessante, desenvolve de modo que o Baiãozinho nos coloca em vários ambientes diferentes, a maioria deles com alegria e leveza.
Parabéns Emanuel!!
Esta peça interpretada no vídeo é de sua autoria - Baiãozinho, dentre outras.
O Baiãzinho é uma ótima mostra da imensa produção violonística brasileira. Podemos dizer que é uma música do violão clássico brasileiro, vinda da tradição universal, de concerto. Nesta, Emanuel expõe uma brilhante bagagem musical, recheada de escalas organizadas com inteligência. A harmonia é bem interessante, desenvolve de modo que o Baiãozinho nos coloca em vários ambientes diferentes, a maioria deles com alegria e leveza.
Parabéns Emanuel!!
Por que você não vota nas enquetes?
Até o momento são 27 votos. Fantástico!
Há uns dias ouvi uma entrevista de um blogueiro que escreve sobre futebol. Ele declarou ter média de 2000 visitas diárias e que recebe 15 comentários / dia.
Uai! Então tenho motivos para me alegrar. Criei este espaço pensando nos alunos. Normalmente não tem cultura musical. Não conhecem o que aconteceu (musicalmente) há menos de cinco anos atrás. Não conhece o valor histórico e cultural da canção brasileira. São verdadeiros prisioneiros da indústria da cultura, dos grandes canais de comunicação. Em suma, no lugar de "perder" tempo em aula, faço esse trabalho aqui.
E o resultado?
Péssimo. Nem escrevendo e postando fotos maravilhosas... Num belo dia, percebi que não escrevia para estes que seriam os maiores interessados. Salvo alguns que dão orgulho e alegria em minha atividade como professor. Muito obrigado viu Gabriel? Viu Matheus Abrão? Viu Estevão? Viu Giulia? me perdoe se esqueci de alguém.
Resolvi que deveria parar. MAS, o marcador de acessos sempre acusou visitas. Todos os dias tem visitantes. Uai. Percebi que mesmo tomando novo rumo, o momento é de continuar com este que virou minha grande paixão.
Conto com 18 seguidores, pessoas especialíssimas, gente que me enche de orgulho! Viu Eduardo? Viu Abnader Domingues? Viu Denis Cândido? Viu Diego Stéfano? Viu Valdinha? Viu Virgílio Azevedo? Viu Joãozinho? ... ...
E que surpresa maravilhosa! Rodolpho, o mais novo partipante deu o "ar da graça" neste espaço e prova que estamos no caminho certo. Agregando pessoas de valor.
O rumo agora é MOSTRAR QUE ARTE NÃO TEM RÓTULO. E já tenho heave metal, samba, violão erdudito, choro, sertanejo ... enfim, pretensiosamente falando, teremos por aqui um verdadeiro ambiente de diversão e aprendizado. Caso tenham algo para criticar, algo que gostariam de me dizer, para que eu reflita e tente melhorar nosso blog, gracianoarantes@yahoo.com.br
Conto com todos vocês! Aquele abraço,
Professor Graciano Arantes.
Há uns dias ouvi uma entrevista de um blogueiro que escreve sobre futebol. Ele declarou ter média de 2000 visitas diárias e que recebe 15 comentários / dia.
Uai! Então tenho motivos para me alegrar. Criei este espaço pensando nos alunos. Normalmente não tem cultura musical. Não conhecem o que aconteceu (musicalmente) há menos de cinco anos atrás. Não conhece o valor histórico e cultural da canção brasileira. São verdadeiros prisioneiros da indústria da cultura, dos grandes canais de comunicação. Em suma, no lugar de "perder" tempo em aula, faço esse trabalho aqui.
E o resultado?
Péssimo. Nem escrevendo e postando fotos maravilhosas... Num belo dia, percebi que não escrevia para estes que seriam os maiores interessados. Salvo alguns que dão orgulho e alegria em minha atividade como professor. Muito obrigado viu Gabriel? Viu Matheus Abrão? Viu Estevão? Viu Giulia? me perdoe se esqueci de alguém.
Resolvi que deveria parar. MAS, o marcador de acessos sempre acusou visitas. Todos os dias tem visitantes. Uai. Percebi que mesmo tomando novo rumo, o momento é de continuar com este que virou minha grande paixão.
Conto com 18 seguidores, pessoas especialíssimas, gente que me enche de orgulho! Viu Eduardo? Viu Abnader Domingues? Viu Denis Cândido? Viu Diego Stéfano? Viu Valdinha? Viu Virgílio Azevedo? Viu Joãozinho? ... ...
E que surpresa maravilhosa! Rodolpho, o mais novo partipante deu o "ar da graça" neste espaço e prova que estamos no caminho certo. Agregando pessoas de valor.
O rumo agora é MOSTRAR QUE ARTE NÃO TEM RÓTULO. E já tenho heave metal, samba, violão erdudito, choro, sertanejo ... enfim, pretensiosamente falando, teremos por aqui um verdadeiro ambiente de diversão e aprendizado. Caso tenham algo para criticar, algo que gostariam de me dizer, para que eu reflita e tente melhorar nosso blog, gracianoarantes@yahoo.com.br
Conto com todos vocês! Aquele abraço,
Professor Graciano Arantes.
Monalisa - Jorge Vercilo
sábado, 28 de novembro de 2009
Jorge Vercilo é presente e promessa futura.Presente por já ter em seu repertório de composições próprias, inúmeras obras que remontam o alto nível da música popular produzida no nosso país, dentre elas verdadeiras obras primas.
Vercilo também é futuro, devido a juventude. Imaginem daqui vinte anos o que poderemos apreciar deste criador! Será como um Djavan hoje, ou um Herbert Viana, ou um Lô Borges da vida...
E sempre ouço que não temos mais grandes compositores no Brasil. As pessoas tem dado muito espaço para esse pessoal que produz mercadorias passageiras e apelativas... e existe uma teoria que muitas vezes funciona:
_ Toda época tem grandes produções artísticas. Com base nisto posso afirmar que a "indústria da cultura" é uma coisa e produtividade artística é outra. As duas nem sempre caminham juntas.
Monalisa é um espetáculo de conjunto. Tem detalhes ritmicos que a caracteriza. Isso ocorre na introdução, que posteriormente dá lugar ao refrão. A harmonia é rica e melodia dispensa maiores comentários. O "filé" está no casamento entre música, letra e todos os outros elementos. Que poesia! Quantos versos interessantes, onde o autor praticamente interpreta o famoso quadro de Leonardo da Vinci. E que intérprete o autor se mostrou nesta gravação!!! Grande cantor.
"Deusa com ar de menina"
"Paralisa, com seu olhar Monalisa"
"Seu quase rir, ilumina..."
Este sujeito vai longe!
Vercilo também é futuro, devido a juventude. Imaginem daqui vinte anos o que poderemos apreciar deste criador! Será como um Djavan hoje, ou um Herbert Viana, ou um Lô Borges da vida...
E sempre ouço que não temos mais grandes compositores no Brasil. As pessoas tem dado muito espaço para esse pessoal que produz mercadorias passageiras e apelativas... e existe uma teoria que muitas vezes funciona:
_ Toda época tem grandes produções artísticas. Com base nisto posso afirmar que a "indústria da cultura" é uma coisa e produtividade artística é outra. As duas nem sempre caminham juntas.
Monalisa é um espetáculo de conjunto. Tem detalhes ritmicos que a caracteriza. Isso ocorre na introdução, que posteriormente dá lugar ao refrão. A harmonia é rica e melodia dispensa maiores comentários. O "filé" está no casamento entre música, letra e todos os outros elementos. Que poesia! Quantos versos interessantes, onde o autor praticamente interpreta o famoso quadro de Leonardo da Vinci. E que intérprete o autor se mostrou nesta gravação!!! Grande cantor.
"Deusa com ar de menina"
"Paralisa, com seu olhar Monalisa"
"Seu quase rir, ilumina..."
Este sujeito vai longe!
O aluno da foto

Gosto deste garoto. O motivo: Recebe a aula com fome de violão. Não tem pré-conceitos musicais e o carisma é alto. O resultado é o esperado, música na mão - conhecimento e diversão.
Vale lembrar que o Bruno (meu conterrâneo) amigo e companheiro de aula merece todas estas palavras.
Parabéns Dioguinho!
Lucas - viola caipira
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Gabriel e Michel - violão e cavaco
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mauricio - musica - " Oh Chuva "
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
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