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12- Exercícios de solfejo

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Olá!
Neste capítulo, são apresentadas 9 lições de solfejo.


O objetivo é proporcionar a você a oportunidade de poder por em prática algo do que pode aprender sobre música atá agora, seja neste blog ou em outras fontes de consulta.
SOLFEJO
Consiste em entoar as notas das melodias propostas, respeitando sua altura correta, e sua divisão ritmica.
Somente intensificando o contato com a música, é que alcançamos degraus mais altos em nossa evolução musical.
Como próxima matéria, serão apresentadas lições de divisão rítmica, o que irá ajudá-lo(a) ainda mais no objetivo de tocar algum instrumento, ou simplesmente de ler bem uma partitura.
Abaixo de cada figura, será colocado um link para que se possa baixar o áudio da figura sob a qual o link estiver.


Vale lembrar que cada link, é próprio de uma figura. Cada figura terá seu arquivo de áudio.
Se você achar que as imagens estão pequenas, dificultando seu estudo, basta clicar sobre elas para ampliá-las.


BONS ESTUDOS!

Sugiro ainda a você que elabore melodias, com diferentes desenhos rítmicos, e exercite bastante. Qando formos tratar sobre os instrumentos e suas técnicas, isso certamente será de fundamental importância.
Se você não se lembra como executar os exercícios, Relembre aqui .É só clicar.
Pratique agora os exercícios de Divisão rítmica na próxima aula.

11B - Bequadro

Dando continuidade à matéria; sustenido e bemol, iremos tratar sobre um assunto de igual importância, que é o Bequadro.


Seu efeito é bem simples de entender.

Ele só atua sobre notas alteradas, e o que ele faz é, simplesmente, anular qualquer efeito de qualquer uma das alterações que haja nas notas, seja a alteração um #, b, x, ou bb.


Exemplo:

Uma nota dó dobrado sustenido, teria o som da nota ré. Com o bequadro, essa nota passaria a ter o som da nota dó natural (sem alteração alguma) .
Pois o bequadro anulou o efeito do dobrado sustenido que estava elevando a nota em dois semitons.



Vale lembrar que o efeito do bequadro será válido e aplicável , à nota que recebeu o bequadro, e às demais notas após ele, que estiverem dentro do mesmo compasso onde ele estiver escrito; e seu efeito irá atuar sobre todas as notas de mesmo nome daquela sobre a qual ele foi escrito até que haja indicação contrária ou o compasso termine.

Observe!




Todas as notas que estão dentro do compasso mostrado no exemplo acima, serão DÓ bequadro (ou dó natural). Com exeção daquela que está com o dobrado sustenido.
O efeito do bequadro aplica-se a todas as demais notas de mesmo nome da alterada, após ele. No caso acima, somente o primeiro não será dó natural e sim DÓ dobrado sustenido.
Todas as demais notas do compasso serão bequardo.


11-Sustenido e Bemol

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O conteúdo já transmitido, nos dá base para tocarmos muitas músicas. Os demais elementos musicais serão passados oportunamente mais adiante.
Sustenido e Bemol
As notas musicais do, re, mi, fa, sol, la, si, possuem entre elas uma certa distância sonora.

Não estamos falando do volume de som das notas, mas sim das diferenças de entonação entre os sons delas, umas são agudas, outras médias, outras graves.

Essa distância sonora determina os diferentes sons que cada uma delas tem.
A menor "distância", ou diferença sonora, entre duas notas é a distância padronizada pelo sistema tonal ocidental, conhecida pelo nome de semitom, mas temos a capacidade de ouvir distâncias sonoras menores, como acontece na música indiana, por exemplo.

No sistema tonal ocidental algumas notas são separadas de outra por intervalo de semitom.

Já outras notas são separadas por intervalo de tom, que é a junção de dois semitons.

Exemplo:


Da nota para a nota existe a distância de um tom. (dois semitons)

Entre a nota e a nota existe a nota chamada # ou b.

Entre as notas e MI, pelo mesmo processo visto no exemplo acima, encontramos a nota # ou MIb.


- - - - DÓ# ou RÉb - - - - - - - - RÉ# ou MIb - - - - MI


Ao fato de um mesmo som ter nomes diferentes, chamamos de ENARMONIA.

Veja agora os intervalos de tom e semitom existente entre as notas de a DÓ.


Outro exemplo

Nas teclas do piano, fica assim;

Clique na imagem para ampliar.
Repare que da nota MI para a nota , e da nota SI para a nota , não há sustenido ou bemol. O intervalo que as separa é de um semitom apenas.
  • As notas musicais que possuem sustenido ou bemol, são também chamadas de notas cromáticas ou alteradas.

  • Cada nota musical pode ser comparada a um alvo, onde acertar esse alvo "bem na mosca", significa entoar essa nota em seu som exato.

  • Quando não conseguimos acertar o som,ou seja, a altura exata da nota, incorremos no erro de semitonar . O mesmo que DESAFINAR.



Neste segundo exemplo o som certamente não será muito agradável de se ouvir.

O sustenido (#) quando colocado em uma nota natural, Do por exemplo,eleva a altura dessa nota em meio tom (um semitom). Esta nota ficará meio tom mais aguda.

Ouça o efeito do sustenido na nota dó.

Já o bemol (b)tem efeito similar ao do sustenido, so que em sentido contrário.

O sustenido aumenta, e o bemol (b) abaixa em meio tom (um semitom) a altura da nota. A nota ficará um semitom mais grave.

Ouça o efeiro do bemol sobre a nota ré.

Além desses dois acidentes, existem o Dobrado sustenido, que se parece um pouco com a letra "x".

A exemplo do sustenido, ele também eleva a altura da nota, só que ao invés de elevar um semitom apenas, ele irá aumentar a altura da nota em dois semitons (um tom). Isso irá fazer com que o som da nota Dó dobrado sustenido, seja exatamente o mesmo som da nota RÉ natural. Pois o RÉ natural, encontra-se a dois semitons acima da nota DÓ natural.

O outro acidente é o Dobrado bemol, "bb" . Funciona de forma parecida com o bemol, só que ao invés de abaixar a altura da nota em um semitom apenas, ele abaixa a entoação dessa nota em um tom(dois semitons). Por consequëncia a nota RÉ dobrado bemol, terá o mesmo som da nota DÓ natural. Pois o DÓ natural encontra-se dois semitons abaixo da nota RÉ.

Não se preocupe. Este assunto embora seja extenso, é bem simples de entender.

Lembre-se, de a Si existem 12 sons. Dessas 12 notas, 7 são notas naturais (do re mi fa sol la si) e 5 são notas alteradas (do# ou reb), (re# ou mib), (fa# ou sol b), (sol# ou lab), e (la# ou sib).

Observação: O som da nota MI dobrado sustenido vai ser o mesmo que o som da nota FÁ#. E o som da nota SI dobrado sustenido,será o mesmo som da nota DÓ#.

O som da nota FÁ dobrado bemol, será o mesmo que o da nota MIb. E o som da nota DÓ dobrado obemol, será o mesmo que o da nota SIb .

Tudo isso porque, como já sabemos, de mi para e de si para o intervalo é de um semitom.


ALTERAÇÕES OCORRENTES


O efeito das alterações ocorrentes atua apenas sobre:

  • as notas de mesma altura da nota que recebeu a alteração.
  • as notas que estiverem DEPOIS da nota que recebeu a alteração ocorrente.

No próximo compasso a alteração ocorrente deixa de ter efeito.

Exemplo:

No exemplo acima, a 4ª nota em que aparece o sustenido, e as duas últimas, serão Dó sustenido.

As três primeiras notas do exemplo e as duas notas mais agudas do exemplo, são Dó natural.

Não entendeu?

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Aula 11 B

10-Melodia e ritmo

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Agora que já conhecemos estes dois elementos básicos da música,(melodia e ritmo), podemos ler nossa primeira música na partitura.



A melodia consiste em ler as notas sucessivamente, uma após a outra. E o ritmo nós conseguiremos executá-lo bem, à medida em que formos aprendendo a respeitar as diferentes durações das figuras de som.



O que vai acontecer é que iremos unir as notas musicais que aprendemos a identificar na pauta, com o rítmo que é composto a partir das diferentes combinações das figuras de som e pausas.




Quando entoamos as notas na altura certa, isto é , quando reproduzimos as notas com o som que elas realmente têm, e respeitarmos as durações das figuras de som, o resultado é música.

Somente lendo esta aula, sem noção alguma do som exato das notas, não dá pra perceber a música se formando. Por isso foi disponibilizado um link paravocê poder baixar áudio da execução de cada figura usada como exemplo.







Vamos à música:


Abaixo temos uma partitura de uma musica bem conhecida.

O primeiro passo que você deve dar é conseguir ler o ritmo. Apenas usando a sílaba TÁ.



Clique na imagem para ampliar.


Nesta segunda figura, faça, além deler o ritmo, o trabalho de identificação das notas.


Veja!


Clique na imagem para ampliar.

Fig.02 Baixe o áudio


Na terceira figura iremos fazer a divisão ritmica, leitura das notas respeitando o ritmo, como já fizemos nos dois exercícios acima e iremos também entoar as nota em sua altura exata, o que irá resultar em música.

Este terceiro exemplo será demonstrado com o som de uma flauta doce.



Clique na imagem para ampliar.


E é dessa forma que montamos este simples quebra-cabeças chamado partitura, e conseguimos Interpretar nossa 1ª partitura.


Lembre-se a música escrita, (partitura) não é algo de outro planeta. Foi desenvolvida por homens, ao longo de céculos, com a simples finalidade de ajudar-nos a representar de maneira escrita os sons musicais com suas diferentes interpetações.
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Aula 11

09-Colcheia

terça-feira, 9 de outubro de 2007

As figuras de som estão sendo apresentadas de maniera gradativa.

Primeiro vimos a relação entre a semibreve, mínima, e semínima. Suas diferentes durações e suas pausas.

Todas elas foram vistas em um mesmo capítulo por serem mais simples de se compreender.

As demais figuras de som (colcheia, semicolcheia, fusa , semifusa) e suas respectivas pausas vão ser explicadas uma de cada vez. Neste capítulo veremos apenas a colcheia.
Já deu pra perceber que a relação entre as figuras de som é, basicamente, que uma é a metade da outra.
Exemplo:


A mínima (dois tempos) é metade da semibreve(quatro tempos), logo para termos a duração de uma semibreve precisamos das duas metades dela, ou seja duas mínimas.





Veja agora a relação entre mínima e semínima. A semínima é a metade da mínima, daí para completar a duração da mínima são precisas duas semínimas.
VEJA:









Com a colcheia, em relação a semínima, acontece o mesmo. A colcheia é a metade da semínima, por isso para completar a duração de uma semínima são precisas duas colcheias.
EXEMPLO:


Se a semínima tem duração de um segundo , a colcheia terá duração de meio segundo cada.
As duas colcheias devem ser tocadas no tempo de uma semínima.


Clique na imagem para ampliar.

Observe que no último compasso, cada colcheia vale meio tempo. Portanto em cada tempo teremos duas colcheias 1e, 2e, 3e, 4e, (Táta, Táta, Táta, Táta).


No exemplo acima cada compasso tem apenas quatro tempos, então as oito colcheias do ultimo compasso, deverão ser executadas em quatro tempos. E a duração de todas as colcheias deve ser a mesma.



Clique na imagem para ampliar.

Fig. 05 Áudio


Repare na figura acima que no segundo compasso, onde cai a pausa de colcheia ( vogal e),não há som , apenas contagem de tempo. tá, e - tá, e - tá, e - tá, e

Clique na imagem para ampliar.

Fig. 06 Áudio

Repare que neste outro exemplo, acima, no segundo compasso as colcheias são tocadas no que chamamos, a contratempo, ou seja elas são executadas na segunda metade de cada tempo . 1,tá - 2,tá - 3,tá - 4,tá.

Tudo isso passará a fazer mais sentido conforme você for praticando.


Não entendeu? vagnerbatera@msn.com

08-Ligadura e ponto de aum..

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

LIGADURA E PONTO DE AUMENTO

Nesta aula veremos dois novos sinais usados na escrita da partitura. São a ligadura e o ponto de aumento.

Estes dois elementos não precisam necessáriamente ser escritos juntos, um é independente do outro. Eles estão sendo explicados na mesma aula somente pelo fato de em algumas veses seus efeitos se pareçam.

A ligadura nada mais é do que uma linha curva que colocada sobre ou sob notas de mesma entonação, isto é mesma posição na pauta, determina que o som de ambas as notas se somem.

Observe a pronúncia da nota, escrita sob a ligdura na figura abaixo.

O som das notas ligadas se une.

Clique na imagem para ampliar.
Se as notas que levam ligadura tiverem entonações diferentes, isto é posições diferentes na pauta, a função da ligadura será, neste caso, determinar que a passagem de uma nota para outra seja feita suavemente, será uma passagem quase que imperceptível de uma nota para a outra.

Observação; a ligadura pode ser colocada também sobre mais de uma nota, com mesmo nome ou não.

Seu efeito será, o mesmo citado nos exemplos acima. Se todas as notas tiverem o mesmo som, seus sons irão se somar um ao outro. Se as notas tiverem sons diferentes a passagem de uma para a outra será feita sem agressividade, o mais suave possível.




Fig. 02 Áudio

PONTO DE AUMENTO



Ponto de aumento nada mais é do que um ponto colocado à direita da cabeça da nota, que aumenta, à essa mesma nota,metade do seu valor.

VEJA

Fig. 03 Áudio

Analise:

Se a mínima, no exemplo acima, no primeiro compasso,tinha dois tempos de duração,no segundo compasso, já com o ponto de aumento, ela passou a ter três tempos. Seu valor normal, mais a metade dele, que nosse caso é mais um tempo. Daí a mínima pontuada ter três tempos. (SO O OL) Como visto no 2º compasso do exemplo.

O uso do ponto de aumento da ligadura ou de qualquer outro elemento da notação musical fica a critério de quem compõe o arranjo musical.(notação musical é tudo o que é usado para representar de forma escrita os sons musicais)

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07-Frações de compasso

domingo, 7 de outubro de 2007

Já pudemos ver na aula anterior que os compassos são grupos de tempos organizados dentro da música, para facilitar a leitura da partitura.

Vimos também que o que separa um compasso do outro é um pequeno travessão vertical chamado barra de compasso. Estes travessões marcam justamente o início e o final de cada compasso.

Vimos ainda que podemos numerar cada um dos compasso para facilitar sua localização dentro da partitura.



Clique na imaem para ampliar.


Agora veremos como fazer para determinar quantos tempos haverá em cada compasso.



Repare que no início da pauta, logo após a clave de sol, há uma fração.(quatro por quatro)




É essa fração é que nos indica (através do numerador) quantos tempos teremos em cada compasso, e (através do denominador) qual figura de som representará cada um desses tempos.


Calma!


Na fração de compasso, o numerador da fração (número que está em cima) nos indica quantos tempos terá em cada compasso da partitura.

Em nosso exemplo acima, o numerador (nº 4) diz que cada compasso terá quatro tempos.

Isso quer dizer que de quatro em quatro tempos iniciamos um novo compasso.

Ou ainda, se cada tempo do compasso tiver um segundo de duração, a cada quatro segundos, passaríamos de um compasso para o seguinte.

Mais um exemplo.




Neste próximo exemplo , o numerador (nº 3) nos diz que cada compasso terá TRÊS tempos.
Isso quer dizer que de TRÊS em TRÊS tempos iniciamos um novo compasso.
Ou ainda, se cada tempo do compasso tiver um segundo de duração, a cada TRÊS segundos, passaríamos de um compasso para o seguinte.

Se o numerador fosse o nº 2 , cada compasso teria DOIS tempos.
Isso quer dizer que de DOIS em DOIS tempos iniciaríamos um novo compasso. Ou ainda, se cada tempo do compasso tiver um segundo de duração, a cada DOIS segundos, passaríamos de um compasso para o seguinte.

IMPORTANTE!

A FRAÇÃO DE COMPASSO NADA TEM A VER COM A QUANTIDADE DE COMPASSOS NA PARTITURA.

A QUANTIDADE DE COMPASSOS DA PARTITURA FICA A CRITÉRIO DE QUEM A COMPÕE E NÃO PRECISA SER DIVULGADA NA PARTITURA.


E O DENOMINADOR DA FRAÇÃO?

Agora qua já entendemos a função do numerador da fração, vejamos a função do DENOMINADOR (número que esta embaixo na fração)
Cliqua na imagem para ampliar.

Perceba que abaixo de cada figura de som há uma fração.(estas não são frações de compasso) São frações que servem para identificarmos que figura de som tem maior valor que outras.


Você percebeu também que nos exemplos anteriores o denominador das frações de compasso(número que está embaixo) é o número 4.
Observe na imagem acima, e identifique qual das figuras de som tem o número 4 em sua fração.

A semínima (1/4 da semibreve) é a figura que é representada pelo número 4 .

Logo podemos deduzir que se a fração de compasso é 4/4 (quatro por qutro), cada compasso será formado por quatro semínimas, ou figuras que equivalham às quatro semínimas.


VEJA!


Clique na imagem para ampliar.
Podemos usar essas e outras inúmeras combinações de figuras de som e de pausas para preencher a duraçãodo compasso acima(quatro tempos em cada compasso).
E se a fraçãode compasso fosse 3/2 (três por dois)?


Clique na imagem para ampliar.

Neste caso, cada compasso deverá ter três mínimas ou figuras equivalentes, pois a mínima é a figura de som representada pela fração 1/2 (um meio) por isso o numerador da fração de compasso no exemplo acima é o nº 2.

  • Quando o compasso tem quatro tempos, ele é um compasso quaternário.
  • Quando o compasso tem três tempos ele é ternário.
  • Quando o compasso tem dois tempos ele é binário.

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06-Compassos

sábado, 6 de outubro de 2007

Para podermos compreender melhor as informações contidas em uma partitura,necessário que esta partitura esteja devidamente organizada.

"Imagine um maestro ensaiando sua orquestra, e alguns músicos, quase chegando ao final da partitura, erram algumas notas.

Como fazer para encontrar na partitura o ponto exato em que os músicos erraram?

E como retomar o ensaio, com toda a orquestra, deste mesmo ponto?

Se na partitura não houver o mínimo de organização isso será muito difícil de acontecer. E fatalmente o ensaio não iria ser tão proveitoso."


A organização é ítem fundamental em uma partitura.

COMPASSO
Acredito que você conheça a música infantil atirei o pau no gato!?

Iremos usá-la como referência para explicar como se organiza a música e a partitura.
Repare que quando cantamos a música Atirei o pau no gato, ocorre uma acentuação nas primeiras sílabas de cada um dos grupo de quatro tempos.

VEJA:
Cliqua na foto para ampliar.

Se prestarmos atenção, veremos que estas sílabas acentuadas da música, ocorrem de quatro em quatro tempos.

A silaba mais forte marca o primeiro tempo de cada grupo ( neste exemplo os grupos tem quatro tempos cada)estes grupos são chamados de COMPASSOS.
Os compassos são separados uns dos outros por travessões verticais( veja foto ) chamados BARRAS DE COMPASSO.

Estas barras delimitam o início e o fim de cada compasso.

Cada compasso pode ser numerado para facilitar a quem estiver lendo a partitura,encontrar (rapidamente) qualquer trecho da música.
EXEMPLO:
Observe como é fácil encontrar, na partitura abaixo, o compasso número 36

Clique na foto para ampliar.

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05-Pausas

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

PAUSAS

Você se lembra desta figura, vista na aula anterior?


Clique na foto para ampliar.

Pois bem; falamos das figuras de som e algo sobre as frações mostradas abaixo de cada uma delas.

Agora iremos falar sobre as pausas.
Fique tranquilo(a) o assunto é muito simples e de fácil compreensão.
PAUSAS nada mais são do que figuras que representam os momentos de silêncio na música.
Na imagem acima dá para identificar a pausa de cada figura de som. As pausas estão localizadas abaixo de sua respectiva figura.

As pausas levam os mesmos nomes das suas figuras respectivas.
EXEMPLO:
  • Semibreve, pausa de semibreve.
  • Mínima, Pausa de mínima.
  • Semínima, Pausa de semínima.
  • colcheia, Pausa de colcheia.
  • Semicolcheia, Pausa de semicolcheia
  • Fusa, pausa de fusa.
  • Semifusa, pausa de semifusa.

Assim! Cada figura com sua pausa.

A duração da pausa é a mesma duração de sua figura de som equivalente ;

Ou seja; a semibreve possui 4 segundos de som, a pausa da semibreve terá 4 segundos de silêncio.

Se a semínima tem 1 segundo de som, a pausa da semínima terá 1 segundo de silêncio, e assim por diante.

Aprenda como baixar o áudio!

Fig.02 Áudio

Clique na imagem para ampliar.

Fig. 03 Áudio

Na figura acima está representada a execução das pausas. Repare que onde não há sílaba escrita, há apenas a contagem mental dos tempos.(1 2 3 4/1 2 3 4/ 1 2 3.......)

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04-Ritmos na partitura

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A leitura da partitura consiste inicialmente em ler a melodia e o ritmo (existe ainda um outro elemento chamado harmonia, mas não é o caso agora).


Pense apenas em assimilar o básico sobre a partitura. Para entender os outros assuntos mais complexos é preciso ter uma boa base sobre os assuntos iniciais.


Já pudemos ver em aula anterior o que é melodia.
Agora iremos tratar sobre ritmo, como ele é representado na partitura.


EX:Você já percebeu que na maioria das músicas que cantamos, umas sílabas são mais demoradas que outras?


VEJA; aaa- ti-rei-o-pau-no-gaa-too-too-mais-o-gaa-too-too

Pois bém; para determinar a maior ou menor duração do som das sílabas (ou das notas da melodia), usamos as chamadas figuras de som, que são a base do ritmo.


FIGURAS DE SOM


A figura de som pode ser composta de três elementos:



Repare que uma só tem cabeça, a outra tem cabeça e haste, e a outra tem cabeça haste e colchete.
Mas todas tem em comum a cabeça, por este motivo a cabeça da nota é que marca a posição dela nas linhas ou espaços da pauta.

Vejamos agora as figuras de som:


Clique na imagem para ampliar.

Cada uma delas possui uma duração diferente.

Perceba que embaixo dos nomes de cada figura,há uma fração. Estas frações, neste caso, nos dizem que figuras são maiores que outras.

Na Semibreve a fração é 1/1 (um inteiro). Isso significa dizer que a semibreve é a figura de maior valor entre todas. Representa o inteiro, a totalidade.

Observe a figura acima e acompanhe este exemplo:

A Mínima que é a próxima figura após a semibreve possui a fração 1/2 (um meio) isso significa dizer que a Mínima equivale metade do inteiro (semibreve 1/1). Ou seja a Minima vale metade da Semibreve. Usando o mesmo raciocínio, vejamos próxima figura da seqüencia Semínima (1/4):

A Semínima possui a fração 1/4. isso é o mesmo que dizer que ela é a quarta parte do inteiro. Ou seja , a Semibreve (1/1) dividida por quatro.

NA PRÁTICA

Como essa matemática funciona na prática?



A semibreve tem 4 segundos de duração.
A mínima que é a metade da semibreve vai ter 2 segundos de duração.

Para preencher o tempo de duração de uma semibreve, são necessárias duas mínimas.



A Semínima por sua vez irá valer um segundo. Lembre-se, ela é a quarta parte da semibreve.

Para preencher a duração da semibreve(4 segundos), serão necessárias quatro semínimas (um segundo cada).

AGORA NA PARTITURA

Aprenda como baixar o áudio!

Áudio da fig.04

A duração das figuras de som varia de música pra música, por exemplo a semibreve ela pode durar quatro , seis, sete segundos ou mais, ou menos, isso fica a critério de quem compõe o arranjo musical. O que importa é que a relação de durações entre as figuras seja respeitada.

Áudio da fig. 05

Se a semibreve dura 10 segundos, a mínima deverá durar 5 segundos, a semínima 2 segundos e meio.

Se a mínima tem seis segundos de duração, a semínima deverá ter 3 segundos de duração e a semibreve deverá ter 12 segundos de duração.

Independente de quanto dure uma figura de som todas devem ter durações coerentes umas com as outras.

Caso não tenha entendido é só enviar-nos uma pergunta. vagnerbatera@msn.com

EXERCÍCIOS DE DIVISÃO

Clique na imagem para ampliar.




RESPOSTA





Clique na imagem para ampliar.


Este é apenas um exemplo das infinitas possibilidades de combinações de figuras de som.
Para que não haja uma sobrecarga de informações, continuaremos a falar sobre os elementos constitutivos do ritmo na próxima aula.

Caso esteja interessado em mais exercícios você pode buscar na internet exemplos de divisão rítmica ou adquirir um método de divião rítmica. Sugiro "Método Prince de divisão rítmica".

Treine bastante!

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03-As notas na pauta

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Para sabermos na pauta a posição exata de cada nota (dó - ré - mi - fa - sol - lá - si), precisamos de uma referência, algo que nos indique a posição correta de pelo menos uma nota.
A partir do momento em que sabemos a posição EXATA de uma nota, conseguiremos a partir desta nota, identificar todas as outras.


Para isso é preciso saber a sequência ascendente (do re mi fa sol la si do re mi fa sol....etc...) ou descendente, que é justamente o oposto da sequência ascendente das notas (do si la sol fa mi re do si la sol fa mi.....etc...)


CLAVE


O símbolo usado para determinar a posição exata de uma nota, è a clave.
Existem três tipos de claves que são escritas em diferentes lugares na pauta.
Porém usaremos apenas a clave de sol, pois é a mais comunmente usada.


IPORTANTE!


Esta é a clave de sol escrita na pauta.

Ela sempre será escrita na 2ª linha da pauta.

E a nota que estiver escrita na segunda linha terá o nome de SOL.


Repare que as notas foram colocadas em sequëncia ascendente (DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SI - DÓ.....), uma nota na linha e a seguinte no espaço.

É desta forma que conseguimos saber a posição exata de cada nota na pauta.

Partindo da nota SOL (2ª linha), e respeitando a ordem ascendente(do grave para o agudo), que é quando a nota seguinte está acima da nota anterior, a ordem será (do re mi fa sol la si).

Clique na imagem para ampliar.


Se a nota seguinte estiver abaixo da nota anterior, a sequência será descendente (si la sol fa mi re do), escrevendo-as nas linhas e nos espaços, respeitando a seqüencia,encontramos a posição correta de cada nota.

Clique na imagem para ampliar.

MELODIA

O nome dado a essa sucessão de notas escritas na pauta, uma após a outra,(lado a lado),é MELODIA .

É preciso assimilar bem a posição das notas na pauta, a ponto de em um simples olhar já saber que nota é. Pois quando você estiver tocando seu instrumento, não terá tempo de parar e tentar identificar que nota é esta ou aquela durante a música.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

    Clique na imagem para ampliar.

  1. Identifique e assimile a posição das notas das pautas acima.

  2. Copie este modelo de exercício criando outros com o mesmo formato, mudando a posição das notas, e exercitando bastante para adquirir fluência em ler as notas.

Não entendeu? Envie sua pergunta para vagnerbatera@msn.com

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02-Introdução à partitura

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A partitura tem a finalidade de representar de forma escrita, os sons musicais e suas diferentes interpretações. Como é difícil decorar todas as músicas existentes, é através do entendimento da parttura e de algumas de suas peculiaridades que estaremos aptos para iniciar o estudo de qualquer isntrumento.

Caso você já toque algum instrumento, e ainda não sabe ler partitura, aproveite esta oportunidade para aprender. Seus estudos ficarão bem mais dinâmicos e proveitosos.

AS NOTAS MUSICAIS

Existem em princípio sete notas musicais . São elas: DÓ - RÉ - MI -FÁ - SOL - LÁ - SI, e
cada uma delas possui um som diferente da outra.

Aprenda como baixar o áudio!

Clique aqui, baixe e ouça o som das notas de DO a SI.

Partindo da nota DÓ até a nota SI, veremos que a nota é mais grave do que as outras notas acima dela.


A nota SI será mais aguda que todas as outras notas que estiverem abaixo dela.

Para representar isso de forma escrita, na partitura, nós usaremos a pauta.

PAUTA

PAUTA - É um conjunto de cinco linhas horizontais paralelas e com a mesma distância umas das outras. (veja o exemplo abaixo)

As cinco linhas que compõem a pauta são contadas de baixo para cima.

Entre as linhas da pauta existem quatro espaços que também são contados de baixo para cima.

É na pauta, EM SUAS LINHAS E ESPAÇOS , que escrevemos as notas musicais. (VEJA)


Para representar a nota na pauta usamos uma figura oval, chamada CABEÇA DA NOTA, ela é que marca o lugar exato onde a nota está escrita.

Repare que se a nota for escrita na linha da pauta, metade da cabeça da nota estará abaixo da linha e a outra metade estará acima da linha.

No caso da nota escrita no espaço, a cabeça da nota ficará exatamente entre as linhas que formam aquele espaço.

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